
A Moody’s elevou a nota de crédito soberano da Argentina de Caa1 para B3 e ainda alterou a perspectiva do país de estável para positiva. A decisão representa um novo voto de confiança do mercado internacional no programa econômico implementado pelo presidente Javier Milei.
O movimento reforça uma sequência de avaliações favoráveis das agências de risco e pode facilitar o acesso do governo argentino ao mercado internacional de capitais, reduzindo o custo de financiamento caso o cenário de estabilidade seja mantido.
O que levou a Moody’s a elevar a nota da Argentina
Segundo a agência, a melhora reflete a redução do risco de calote diante do avanço da estabilização macroeconômica. Entre os fatores destacados estão os sucessivos superávits fiscais, a desaceleração da inflação e a continuidade das reformas pró-mercado.
Além disso, a Moody’s destacou o fortalecimento das exportações, o aumento dos investimentos estrangeiros, principalmente nos setores de energia e mineração, e a melhora nas condições de financiamento externo. A acumulação de mais de US$ 11 bilhões em reservas cambiais pelo Banco Central também foi apontada como um sinal positivo.
Embora o país ainda permaneça no grau especulativo, a mudança indica que os investidores enxergam um risco menor do que nos últimos anos e aumenta a possibilidade de novas revisões positivas caso as reformas avancem.
Mercado aposta na continuidade das reformas
A Moody’s reconheceu que as eleições presidenciais de 2027 ainda representam um fator de risco político. Mesmo assim, a agência afirmou que o leque de possíveis políticas econômicas ficou mais restrito, aumentando a probabilidade de continuidade das medidas adotadas por Milei.
A revisão ocorre poucos meses depois de outra melhora promovida pela Fitch Ratings, mostrando que diferentes agências passaram a enxergar avanços consistentes na economia argentina após o forte ajuste fiscal e monetário iniciado em 2024.
Para o mercado financeiro, a decisão fortalece a percepção de que a Argentina recupera credibilidade junto aos investidores internacionais, ainda que o país permaneça distante do grau de investimento e continue enfrentando desafios relacionados ao crescimento econômico e ao ambiente político.
Principais pontos
- Moody’s elevou o rating soberano da Argentina de Caa1 para B3 e mudou a perspectiva para positiva.
- A agência citou ajuste fiscal, queda da inflação, aumento das reservas e avanço das reformas econômicas.
- A decisão reforça a confiança do mercado no plano econômico de Javier Milei, apesar dos riscos políticos para 2027.