Menos gatilhos

JPMorgan rebaixa Isa Energia (ISAE4) e vê menor potencial de alta para as ações

Banco cortou a recomendação para neutra após valorização dos papéis e redução das expectativas sobre catalisadores de curto prazo.

Imagem: REUTERS/Luis Jaime Acosta
Imagem: REUTERS/Luis Jaime Acosta
  • JPMorgan rebaixou a recomendação da Isa Energia (ISAE4) de compra para neutra.
  • Banco definiu preço-alvo de R$ 26,50 e vê menor potencial de valorização após a alta recente das ações.
  • Apesar do corte, a instituição continua enxergando fundamentos sólidos e crescimento da companhia no longo prazo.

A Isa Energia (ISAE4) perdeu a recomendação de compra do JPMorgan, que rebaixou a ação de overweight para neutra. Segundo o banco, a recente valorização dos papéis reduziu a atratividade da relação entre risco e retorno, enquanto o cenário de juros mais elevados limita o potencial de valorização da companhia.

Além da mudança na recomendação, a instituição definiu preço-alvo de R$ 26,50 para o fim de 2027. Na última sexta-feira (24), as ações da transmissora encerraram o pregão com queda de 7,16%, após a precificação de uma oferta de ações a R$ 27 por papel.

Banco vê menos gatilhos para a ação

De acordo com o JPMorgan, um dos principais motivos para o rebaixamento é a redução das chances de um acordo entre a companhia e a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP).

O mercado via esse entendimento como um importante catalisador para destravar valor, com potencial de elevar as ações entre 20% e 30%. No entanto, após a recente oferta primária de aproximadamente R$ 1,2 bilhão, o banco considera esse cenário menos provável no curto prazo.

Além disso, o JPMorgan incorporou um cenário de juros mais altos às suas projeções, elevando o custo da dívida e reduzindo o retorno esperado para o papel.

Fundamentos seguem sólidos

Apesar da revisão da recomendação, o banco manteve uma avaliação positiva sobre os fundamentos da Isa Energia. Segundo os analistas, a companhia continua sendo um ativo defensivo, beneficiado pela previsibilidade do fluxo de caixa e pelas receitas reguladas do segmento de transmissão de energia.

O JPMorgan também projeta crescimento do Ebitda ajustado de R$ 3,5 bilhões em 2025 para R$ 4,9 bilhões em 2027, impulsionado pelos investimentos na expansão da rede elétrica.

Mesmo assim, o banco alerta que o atual valuation, o elevado nível de alavancagem, os custos com complementação de aposentadorias e possíveis mudanças nas regras do Juros sobre Capital Próprio (JCP) podem limitar o desempenho das ações nos próximos anos.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.