Guia do Investidor
imagem padrao gdi
Notícias

Banco Central recebe propostas para limitar prazo do rotativo e reparcelar dívida

Nos siga no Google News

Continua após o anúncio

O Banco Central do Brasil está em meio a um debate crucial sobre as práticas do sistema de cartão de crédito. Recentemente, recebeu propostas da Abranet e da Abecs, entidades representativas de empresas de maquininhas de cartão e cartões de crédito, respectivamente, visando reformular o modelo de taxas aplicadas ao rotativo e propor alternativas para a reparcelação de dívidas.

Abranet: reparcelamento da fatura do cartão de crédito

A proposta da Abranet, apresentada ao Banco Central, sugere uma abordagem inovadora para lidar com faturas vencidas. Segundo informações obtidas pela Folha, a ideia consiste em permitir o reparcelamento da fatura atrasada, incorporando-a às contas dos meses subsequentes. Esta medida seria acompanhada por juros inferiores aos praticados no sistema de rotativo atual.

Por outro lado, a Abecs propôs a redução do prazo em que o cliente em atraso permanece no sistema de rotativo. Atualmente, esse período é estabelecido em 30 dias. A sugestão visa diminuir a permanência da fatura em atraso sob os altos juros do rotativo, que estão em 441,1% ao ano. Assim, A duração específica para esse novo prazo ainda não teve uma definição, mas o Banco Central avaliará simulações com períodos de cinco e dez dias.

Leia mais  Novos cortes de juros à vista conforme o Copom

Objetivos e implicações das propostas

O intuito dessas propostas é proporcionar alternativas mais acessíveis e justas para os consumidores. A possibilidade de reparcelar a dívida a taxas de juros mais baixas que as do rotativo visa oferecer uma saída financeira menos onerosa para quem enfrenta dificuldades no pagamento integral da fatura.

Por sua vez, a redução do prazo no rotativo busca diminuir o tempo em que o cliente fica sujeito aos elevados juros, o que poderia aliviar o impacto financeiro das dívidas de cartão de crédito.

Análise e desafios futuros

As propostas são passos iniciais em direção a mudanças significativas no sistema financeiro. No entanto, existem desafios para considerar, como a viabilidade operacional dessas medidas e seu impacto no ramo de crédito.

A implementação bem-sucedida dessas propostas exigirá uma cuidadosa avaliação das implicações para os bancos emissores de cartões, as operadoras de cartão de crédito e, acima de tudo, para os consumidores.

O Papel do Banco Central na avaliação das propostas

O Banco Central tem a tarefa crucial de analisar, estudar e realizar simulações das propostas apresentadas. Então, é fundamental garantir que as mudanças propostas sejam eficazes, sustentáveis e não comprometam a estabilidade do sistema financeiro.

As simulações com diferentes prazos para a permanência no rotativo são cruciais para entender o impacto tanto para os consumidores quanto para as instituições financeiras. Afinal, a análise cuidadosa desses resultados será determinante na tomada de decisões futuras.

Dessa forma, a discussão em andamento sobre as propostas apresentadas pela Abranet e Abecs reflete um esforço contínuo para aprimorar o sistema de cartão de crédito, tornando-o mais equitativo e menos oneroso para os consumidores.

Portanto, o BC desempenha um papel vital na implementação de mudanças, promovendo um ambiente mais saudável para o crédito no país.

Banco Central vê incerteza maior sobre meta fiscal e defende busca firme pelo objetivo

Na recente ata do Comitê de Política Monetária (Copom), o Banco Central expressou preocupação com o aumento da incerteza em relação à capacidade do governo em atingir as metas fiscais propostas. Esta situação foi identificada como uma fonte de risco ampliada para a economia.

Leia mais  Reclame aqui: Veja o ranking das piores corretoras

Riscos crescentes na execução das metas fiscais

O Copom destacou que a incerteza fiscal inicialmente estava centrada na execução das metas propostas. No entanto, o documento ressalta que, em um período recente, a incerteza se ampliou, não somente em relação à execução, mas também à própria meta estabelecida para o resultado fiscal. Isso resultou em um aumento do prêmio de risco.

O Banco Central reiterou a importância da busca firme e determinada pelos objetivos fiscais estabelecidos. Assim, a incerteza em torno da capacidade do governo em cumprir as metas traz consigo riscos adicionais para a estabilidade econômica.

Efeitos do aumento da incerteza fiscal

A incerteza em relação à meta fiscal e sua consecução afeta a confiança dos investidores, impacta as decisões de gastos do governo e pode levar a ajustes nos juros e na política monetária, afetando a economia como um todo.

Dessa forma, o aumento do prêmio de risco revela preocupações do mercado sobre a solidez e a viabilidade das políticas fiscais, refletindo tensões econômicas que podem se traduzir em instabilidade nos mercados financeiros.

Importância da estabilidade fiscal para o cenário econômico

A estabilidade fiscal é essencial para um ambiente econômico saudável, impactando a confiança dos investidores, as taxas de juros e a condução da política monetária. A busca incansável pelos objetivos fiscais é crucial para sustentar essa estabilidade.

Portanto, o alerta sobre a incerteza em relação às metas fiscais serve como um chamado à ação para um comprometimento sólido na gestão fiscal. É vital que o governo adote estratégias claras e eficazes para alcançar as metas propostas, garantindo, assim, a confiança necessária para o crescimento econômico sustentável.

Rumos da Selic: avaliações do Banco Central e o risco fiscal em Foco

Nesta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) reunirá para determinar os próximos passos da taxa Selic. A expectativa é que o Banco Central mantenha a sequência de cortes, reduzindo a taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual, alcançando um patamar de 12,25% ao ano.

Leia mais  Itaú Unibanco lança funcionalidade de iniciador de pagamentos

O Santander ressalta a intenção inicial do Copom de manter uma consistente redução de 0,50 pontos percentuais nas próximas reuniões, seguindo um plano de flexibilização estável. Essa expectativa está em linha com o consenso dos analistas e com o que está precificado no mercado financeiro.

Contudo, economistas alertam que o Banco Central pode reconsiderar esses cortes, dependendo das perspectivas de inflação e do cenário fiscal do país.

O Relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (30), apontou um aumento nas projeções para as taxas de 2024 e 2025. O economista André Perfeito salienta que as expectativas de uma Selic a 9% para o próximo ano parecem muito conservadoras e sugere que a taxa de juros básica termine seu ciclo de redução em 10,75%.

Três pontos cruciais para o Banco Central avaliar antes de uma redução na Selic

Cenário internacional e seu impacto: O ambiente global se deteriorou rapidamente desde a última reunião do Banco Central. Eventos como o conflito entre Israel e Hamas aumentaram a preocupação, especialmente em relação aos preços do petróleo e suas implicações na inflação global.

Influência do Federal Reserve e dos rendimentos dos Treasuries: As ações do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, podem afetar o cenário econômico nacional. O comportamento dos investidores estrangeiros também é relevante, pois costumam voltar-se para países desenvolvidos caso estes apresentem taxas de juros mais atraentes. Além disso, alterações nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA têm atingido níveis recordes nos últimos anos.

Inflação e expectativas futuras: Embora a inflação atualmente esteja auxiliando na redução dos juros, as projeções futuras apresentam preocupações. A expectativa é que os preços voltem a pressionar, sinalizando um possível descumprimento das metas fiscais e uma postura menos restritiva do Copom.

Risco fiscal e suas considerações finais

A declaração do presidente Lula sobre a dificuldade em atingir a meta de zerar o déficit público em 2024 acrescenta uma camada de preocupação em relação ao cenário fiscal do país.

Portanto, o desfecho da reunião do Copom será aguardado com atenção, considerando os desafios econômicos e fiscais tanto nacionais quanto internacionais. Afinal, as decisões tomadas terão repercussões significativas na economia do país e no comportamento dos mercados financeiros nos próximos meses.

Nos siga no Google News

DICA: Siga o nosso canal do Telegram para receber rapidamente notícias que impactam o mercado.

Leia mais

Setor de pagamentos vai propor um novo crediário

Márcia Alves

Diretor do BC indica possibilidade de corte na Taxa de Juros

Miguel Gonçalves

Dados do BC indicam ascensão de pagamentos digitais no Brasil

Guia do Investidor

Greve no Banco Central em dia de inflação

Miguel Gonçalves

Pix supera R$ 15 trilhões e desafia cartões de crédito em 2024

Miguel Gonçalves

Saiba quais são os setores promissores em 2024

Miguel Gonçalves

Deixe seu comentário