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Inflação, taxas de câmbio e trabalho flexível moldam a mobilidade corporativa dos funcionários, de acordo com o estudo de Custo de Vida da Mercer

  • No , São Paulo se mantém na liderança, seguida por Rio de Janeiro e Brasília; Cinco cidades do país aparecem no ranking;
  • A cidade de Hong Kong SAR é a mais cara do mundo para se viver, enquanto Nova York é a mais cara dos Estados Unidos; 
  • A Pesquisa de anual da Mercer fornece um ponto de referência e ajuda a moldar a abordagem das organizações multinacionais para calcular os pacotes de remuneração apropriados para funcionários expatriados. 

A Mercer divulgou os resultados de sua Pesquisa de Custo de Vida de 2022, com Nova York permanecendo como a cidade mais cara dos para expatriados, ocupando o 7º lugar em todo o mundo, enquanto Hong Kong SAR ocupou o primeiro lugar globalmente. Além dos dados de custo de vida, a pesquisa de mobilidade de funcionários e a experiência da consultoria com clientes demonstram que a guerra na Ucrânia, as variações cambiais e a generalizada estão diminuindo os salários e as economias dos funcionários.

Tanto a inflação quanto as flutuações cambiais influenciam diretamente o poder de compra dos funcionários expatriados. A ascensão do trabalho remoto e flexível também fez com que muitos colaboradores reconsiderassem suas prioridades, o equilíbrio entre vida profissional e pessoal, e a escolha do local para viver. Essas condições têm sérias consequências para os empregadores, que precisam repensar sua abordagem de gerenciamento de uma força de trabalho distribuída globalmente, particularmente em mercados de trabalho escassos.

Os dados de custo de vida da Mercer ajudam os empregadores a entenderem a importância de monitorar as flutuações cambiais e avaliar as pressões inflacionárias e deflacionárias sobre bens, serviços e acomodações em todos os locais de operação. Também colaboram com as organizações para determinar e manter pacotes de remuneração para funcionários em projetos internacionais e quando trabalham no exterior.

“A volatilidade desencadeada pela COVID-19 e agravada ainda mais pela crise na Ucrânia alimentou a incerteza econômica e política global. Somando-se esse fator com o aumento significativo da inflação na maioria dos países ao redor do mundo, temos funcionários expatriados preocupados com seu poder de compra e estabilidade socioeconômica”

disse Yvonne Traber, Partner na Mercer e Líder Global de Mobilidade.

“Não adotar estratégias competitivas de remuneração internacional em tempos de incerteza e deixar de se adaptar a esse novo mundo de trabalho prejudicará a capacidade de uma organização de atrair e reter os melhores talentos”

acrescentou Traber.

Por outro lado, essa situação também oferece uma oportunidade para cidades e governos que desejam atrair negócios estrangeiros e para empresas que desejam atrair talentos. O custo de vida em um local pode ter um impacto significativo em sua atratividade como destino para os talentos e pode influenciar as decisões de escolha do local para organizações que estão expandindo e transformando sua presença geográfica.

“Após anos de inflação baixa, os EUA agora estão vendo aumentos de preços de bens e serviços a taxas maiores em comparação com muitos outros países. Essa inflação também está se manifestando em diferentes níveis nas cidades e regiões norte americanas”

disse Vince Cordova, Partner na Mercer para área de carreira.

“Dada a maior flexibilidade que as organizações e os indivíduos têm em relação às opções de local de trabalho, entender essas diferenças e ser capaz de medir como elas mudam ao longo do tempo será importante para projetar estratégias de remuneração e talentos eficazes e responsivas”.

O Brasil no ranking 

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Em 2021 foram analisadas 209 cidades e 3 cidades brasileiras ocupavam o ranking. Em 2022 foram analisadas 227 cidades do ranking, e temos 5 brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Manaus e Belo Horizonte. A capital paulista, que ocupava a 177ª posição no ranking do ano passado, subiu para a 168ª colocação neste ano. Assim como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília também subiram no ranking. A capital fluminense subiu 15 posições e o Distrito Federal, 5. Manaus ocupa a posição de número 207 e a capital mineira ocupa a posição de número 210, sendo a mais barata do Brasil.

“Como o real está desvalorizado frente a países de moeda forte, está mais caro expatriar (envio de brasileiros ao exterior), e o colaborador transferido pode ter um impacto negativo no seu rendimento líquido anual a depender da política de remuneração da empresa”, afirma Inaê Machado, Líder de Mobilidade da Mercer Brasil. ”Por outro lado, com o real desvalorizado, o custo de vida para receber estrangeiros no Brasil, se considerarmos os países de moeda forte, está mais barato, mesmo diante do aumento da inflação nas cidades brasileiras”, explica Machado.

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O estudo identificou quatro produtos que tiveram aumentos significativos de preços de 25 cidades ao redor do mundo, de todos os continentes (comparativo baseado nos dados coletados entre setembro de 2021 e março de 2022): a gasolina, que registrou aumento de 25% em São Paulo, 27% em Nova York, e 155% em Istambul; óleo de cozinha, com aumento de 17% em São Paulo, 33% em Dublin e Istambul, e 44% em Barcelona; e do pão, com acréscimo de 19% em São Paulo, 18% em Dublin, 43% na Cidade do México, e 69% em Istambul.

Em contrapartida, desses mesmos produtos, o óleo de cozinha e a cerveja tiveram deflação (diminuição de preço) em algumas localidades, durante esse mesmo período de coleta, como: a cerveja diminuiu 18% em Varsóvia, 6,5% em Berlim e 5% em Pequim, Toronto e Nairóbi, já o óleo de cozinha diminuiu 11% em Mumbai, 7,5% em Seoul e 6% em Toronto.

Insights regionais

As Américas

A cidade de Nova York (7) continua sendo a cidade mais cara da região, seguida por Nassau, Bahamas (16). As demais cidades dos EUA estão classificadas entre o 17º e o 112º lugar, Los Angeles (17), San Francisco (19), Honolulu (20), Washington (29), Chicago (36) e Cleveland (112).

A cidade canadense mais cara é Toronto (89), seguida de Vancouver (108), Montreal (125), Ottawa (132), e a cidade mais barata do Canadá é Calgary (141).

Na América do Sul, Buenos Aires, (114) é classificada como a cidade mais cara da região, seguida por Montevidéu, Uruguai (123), Santiago, Chile (130), Quito, Equador (156) e São Paulo, Brasil (168). Belo Horizonte (210) é a cidade mais barata da América do Sul. Manágua (212) a capital da Nicarágua é a cidade mais barata das Américas.

Ásia-Pacífico

Quatro das 10 cidades mais caras para se viver estão localizadas na Ásia, incluindo a cidade mais cara do mundo — Hong Kong SAR (1). Cingapura (8), Tóquio, Japão (9) e Pequim, China (10) estão no top 10. A cidade mais cara da Índia é Mumbai, classificada em 127º.

A cidade mais cara do Pacífico é Noumea, Nova Caledônia (54), seguida de perto por Sydney, Austrália (58). Auckland, Nova Zelândia (95) é a cidade mais cara da Nova Zelândia, e Wellington (120) a menos cara do Pacífico.

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Europa

Quatro cidades europeias estão na lista das 10 cidades mais caras. Todas essas quatro estão sediadas na Suíça, e Zurique ocupa o segundo lugar no ranking global, como sendo a mais cara entre as cidades europeias, seguida de perto por Genebra (3) e Basileia (4). Outras cidades da Europa são Copenhague, Dinamarca (11), Londres, Reino Unido (15), Viena, Áustria (21) e Amsterdã, Holanda (25).

A cidade mais cara da Europa Oriental é Praga (República Tcheca) classificada em 60º entre 227 cidades. Segue-se Riga, Letónia (79), Bratislava, Eslováquia (105) e Tallinn, Estónia (140). A cidade mais barata da Europa Oriental é Sarajevo, na Bósnia-Herzegovina, classificada em 209º.

Oriente Médio e África

Tel Aviv (Israel) é a cidade mais cara do Oriente Médio para expatriados, ocupando a 6ª posição no ranking global. As demais posições dessa região são cidades dos Emirados Árabes Unidos, sendo Dubai (31) e Abu Dhabi (61). Cidades sauditas ocupam as posições 103ª (Riad) 111ª (Jeddah), seguidas de perto por Amã, Jordânia (115) e Manama, Bahrein (117).

Na África, Bangui (23), Libreville, Gabão (24) e Victoria, Seychelles (38) são as três cidades mais caras. No topo do ranking para esta região encontramos também Djibuti (41), Kinshasa (53) e Lagos (55). A cidade mais barata da África é Túnis, a Tunísia ficou em 220º lugar.

As 10 cidades mais caras, segundo o Ranking de Custo de Vida da Mercer

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As 10 cidades mais baratas, segundo o Ranking de Custo de Vida da Mercer

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