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Investimentos estrangeiros diretos no país caem 40% em 2023

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Investimentos estrangeiros no Brasil recuam para US$ 41,6 bilhões, o menor valor desde o auge da pandemia em 2020.

O Brasil registrou um recuo significativo nos investimentos estrangeiros diretos, com uma entrada de apenas US$ 41,63 bilhões até setembro de 2023, representando uma queda de cerca de 40% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Este valor é o menor desde 2020, quando o país enfrentava o auge da pandemia da Covid-19.

A desaceleração global e o aumento dos juros pelos bancos centrais para conter a inflação têm impactado negativamente o nível de atividade econômica e, consequentemente, os investimentos. Apesar das projeções do Banco Central de uma entrada de US$ 75 bilhões para o ano, o mercado financeiro ajustou suas expectativas para baixo.

Desaceleração global e alta de juros impactam investimentos no Brasil

Em um cenário de incertezas econômicas globais, o Brasil enfrenta um declínio acentuado nos investimentos estrangeiros diretos, com uma entrada de US$ 41,63 bilhões até setembro de 2023, marcando uma queda de aproximadamente 40% em relação ao mesmo período do ano passado. Este é o menor volume de investimentos desde o auge da pandemia da Covid-19, segundo dados divulgados pelo Banco Central.

A desaceleração econômica mundial, impulsionada por uma política monetária restritiva adotada pelos bancos centrais para combater a inflação, tem sido um dos principais fatores que contribuem para a redução dos investimentos no país. O aumento dos juros internacionais tende a desestimular o fluxo de capital para mercados emergentes como o Brasil, que já enfrenta desafios internos significativos.

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O Banco Central havia estimado uma entrada de US$ 75 bilhões em investimentos estrangeiros diretos para o ano corrente, mas o mercado financeiro ajustou suas projeções para baixo, refletindo uma visão mais cautelosa sobre a capacidade do Brasil de atrair capital estrangeiro no curto prazo.

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Além disso, o déficit nas contas externas do país apresentou uma queda de 39,8% nos primeiros nove meses do ano, totalizando US$ 20,9 bilhões, o que pode ser interpretado como um sinal positivo em meio ao cenário adverso. A melhora na balança comercial e na conta de serviços contribuiu para essa redução, embora as remessas de rendas para o exterior tenham aumentado.

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Enquanto isso, os gastos de brasileiros no exterior aumentaram, alcançando US$ 1,24 bilhão em setembro, o maior valor para o mês desde antes da pandemia. Nos primeiros nove meses de 2023, essas despesas somaram US$ 10,97 bilhões, superando os valores do ano anterior.

O cenário atual exige uma análise cuidadosa das políticas econômicas e estratégias de atração de investimentos, à medida que o Brasil busca se posicionar de forma competitiva no mercado global, em meio a uma conjuntura econômica desafiadora.

Investidores estrangeiros estão menos otimistas com o Brasil

A situação fiscal do Brasil tem sido motivo de discussão e preocupação entre investidores e especialistas. Em meio a esse cenário, a Bolsa de Valores do Brasil, B3, registrou uma retirada expressiva de capital estrangeiro. De 1º a 25 de outubro, os investidores estrangeiros retiraram R$ 3,17 bilhões em ativos da B3.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recentemente sinalizou que o governo não atingirá a meta de déficit primário zero, gerando ainda mais incertezas no mercado. Além disso, um levantamento realizado pelo Bank of America apontou que gestores de fundos de investimentos da América Latina estão cada vez menos otimistas com a situação do Ibovespa, principal índice da B3.

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No dia 25 de outubro, a retirada de investidores estrangeiros chegou a R$ 439,7 milhões, demonstrando a desconfiança e a cautela desses investidores em relação ao mercado brasileiro. Em contraste, o investidor individual aportou R$ 345,6 milhões no mesmo dia, levando o superávit do mês a R$ 1,89 bilhão.

A questão das altas taxas de juros, especialmente nos Estados Unidos, onde a taxa está entre 5,25% e 5,5%, também influencia a decisão dos investidores, sobretudo os estrangeiros. A combinação de fatores internos e externos tem impactado a confiança e as decisões de investimento no Brasil, e o mês de outubro reflete essa tendência de cautela e retração por parte dos investidores estrangeiros.


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