
- Goldman Sachs mantém venda para BRAV3, com preço-alvo de R$ 15
- Alta exposição ao Brent pressiona fluxo de caixa e retorno
- Ações recuam, refletindo cautela do mercado
A Brava Energia (BRAV3) permanece sob pressão no mercado após o Goldman Sachs manter recomendação de venda, com preço-alvo de R$ 15 para as ações.
Enquanto isso, os papéis operam em queda e refletem a leitura mais cautelosa do banco sobre o risco associado à volatilidade do petróleo Brent.
Visão cautelosa do Goldman
O Goldman Sachs aponta que a Brava Energia apresenta a maior sensibilidade ao Brent dentro do seu universo de cobertura.
Segundo o banco, cada variação de US$ 1 no barril gera impacto relevante no fluxo de caixa livre projetado para 2026.
Além disso, os analistas estimam um FCFy em patamar médio de um dígito, o que, portanto, limita o potencial de retorno ao acionista.
Mitigações ainda insuficientes
Apesar disso, o banco reconhece que a administração adota estratégias de hedge para reduzir riscos.
Ao mesmo tempo, a companhia avança em otimização do balanço e redução do endividamento, buscando maior resiliência financeira.
Ainda assim, segundo o relatório, essas ações não eliminam a exposição estrutural da empresa ao ciclo de commodities.
Reação das ações
Durante o pregão desta sexta-feira (23), as ações da Brava Energia (BRAV3) recuam 0,90%, cotadas a R$ 17,88.
No intradia, o papel oscila entre R$ 17,74 e R$ 18,09, acompanhando a repercussão do relatório.
Além disso, o volume negociado supera 4,1 milhões de ações, sinalizando maior atenção dos investidores.