
- CSMG3 sobe após dupla elevação de recomendação
- JP Morgan vê privatização em 2026 e menor risco
- Potencial de alta chega a 90% no cenário otimista
As ações da Copasa (CSMG3) avançaram forte após o JP Morgan promover uma dupla elevação de recomendação. O banco passou o papel de underweight para overweight.
Às 10h17, os papéis subiam 4,56%, negociados a R$ 53,29, mesmo após alta acumulada de 125% em 12 meses.
Mudança de tese
O JP Morgan revisou duas premissas centrais da análise. A primeira envolve a privatização, agora esperada para o primeiro semestre de 2026.
A segunda diz respeito ao valuation. O banco entende que o mercado ainda não precificou totalmente os avanços regulatórios recentes.
Nesse cenário, a casa estima necessidade de R$ 10 bilhões em capital para viabilizar a transação.
Projeções e valuation
No cenário-base, o JP Morgan projeta retorno total próximo de 30%. A estimativa considera TIR real de 10,4%.
Nesse sentido, o banco trabalha com múltiplos EV/RAB de 1,9x em 2026 e 1,7x em 2027. O cálculo reflete retorno sobre capital acima do custo.
Desse modo, o modelo assume crescimento da base regulatória de ativos ao longo do período.
Cenários extremos
No cenário otimista, o potencial de alta chega a 90%. A privatização impulsionaria ganhos relevantes de eficiência.
Além disso, as premissas incluem corte de custos de 50%, retorno regulatório de 9,8% real, menor custo de capital e maior volume.
Por fim, no cenário negativo, sem privatização, a queda poderia alcançar 40%, segundo o banco.
Ambiente regulatório
O JP Morgan avalia que os novos contratos devem seguir modelo similar ao da Sabesp (SBSP3). O objetivo é estimular eficiência e investimentos.
Ademais, a revisão tarifária concluída em dezembro fixou WACC regulatório de 9,8% reais, acima dos pares.
Em suma, o modelo também manteve o benefício fiscal dos juros sobre capital próprio.