Proventos mais moderados

Copel (CPLE3) cai após mudar política de alavancagem; JPMorgan vê limite para dividendos

Banco mantém recomendação de compra, mas avalia que juros altos e investimentos devem restringir uma remuneração mais robusta aos acionistas.

Copel GDI
Copel GDI
  • Copel (CPLE3) caiu 2,8% após elevar a meta de alavancagem para 2,9 vezes.
  • JPMorgan vê maior flexibilidade financeira, mas limita expectativas para dividendos.
  • Banco manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 18 para a ação.

A Copel (CPLE3) encerrou o pregão da última quinta-feira (16) em queda de 2,80%, cotada a R$ 14,60, após anunciar mudanças em sua política de estrutura de capital. A companhia elevou sua meta de alavancagem de 2,8 vezes para 2,9 vezes dívida líquida/Ebitda, ampliando a flexibilidade para administrar o balanço.

Apesar da mudança, o JPMorgan adotou um tom cauteloso em relação ao potencial de distribuição de dividendos nos próximos anos, embora tenha mantido recomendação de compra para as ações.

JPMorgan vê mais flexibilidade, mas dividendos devem continuar moderados

Na avaliação do banco, a revisão da política financeira permite que a companhia opere com maior margem de manobra sem comprometer sua estrutura de capital.

Ainda assim, os analistas acreditam que alguns fatores devem limitar uma remuneração mais elevada aos acionistas.

Entre eles estão o adiamento de aproximadamente R$ 1 bilhão em reajustes tarifários da distribuidora, o início dos investimentos na expansão de usinas hidrelétricas a partir de 2026 e o cenário de juros elevados no Brasil.

Segundo o JPMorgan, esse contexto deve manter a alavancagem da Copel abaixo de 3 vezes dívida líquida/Ebitda pelos próximos dois a três anos.

Banco mantém recomendação de compra

Mesmo com uma postura mais conservadora para os dividendos, o JPMorgan reiterou recomendação overweight (equivalente à compra) para CPLE3.

O banco manteve preço-alvo de R$ 18, o que representa um potencial de valorização de aproximadamente 20% em relação ao fechamento anterior.

Além disso, estima um dividend yield médio de cerca de 5% entre 2026 e 2028, sustentado pela geração de caixa e pela disciplina financeira da companhia.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.