
- Ouro rompe US$ 4.700 e marca novo recorde histórico
- Tensão geopolítica pressiona dólar e eleva aversão ao risco
- Entradas fortes em ETFs sustentam movimento de alta
O ouro avançou mais de 3% nesta terça-feira e renovou seu recorde histórico, ao ultrapassar pela primeira vez a faixa de US$ 4.700 por onça-troy no mercado internacional.
O movimento ocorreu, sobretudo, após a elevação das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a União Europeia, o que aumentou a aversão ao risco, pressionou o dólar e fortaleceu a busca por ativos defensivos.
Dólar fraco sustenta disparada
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York, o contrato de ouro para fevereiro subiu 3,71%, com fechamento a US$ 4.765,80 por onça-troy.
Ao mesmo tempo, a prata disparou 6,89%, encerrando a US$ 94,63, após renovar máxima histórica durante o pregão.
Com isso, a queda do dólar tornou os metais preciosos mais atrativos para investidores que operam em outras moedas.
ETFs reforçam fluxo comprador
Segundo o Commerzbank, a postura mais agressiva do governo dos EUA contra aliados europeus reduz a confiança no dólar como porto seguro.
Como consequência, investidores ampliaram posições em ETFs de ouro, considerados ativos menos expostos a interferências políticas e monetárias.
Dados do Conselho Mundial do Ouro indicam entradas superiores a 800 toneladas em 2025, o segundo maior volume anual da série histórica.
Outros metais acompanham rali
Apesar do avanço do ouro, a prata tem registrado realização de lucros em ETFs desde o início do ano.
Ainda assim, o movimento positivo se espalhou, com a platina subindo 5,5%, a US$ 2.450, e o paládio avançando 4,4%, a US$ 1.902.
Por fim, o fluxo também reflete a redução da exposição a ativos americanos, em meio à escalada das tensões geopolíticas globais.