
- Cosan (CSAN3) confirmou novos acordos para a venda de terras do Grupo Radar no Mato Grosso.
- SLC Agrícola (SLCE3) adquiriu 8,9 mil hectares após a reorganização da operação.
- Citi avalia que a mudança reduz o risco financeiro e a pressão sobre a alavancagem da SLC.
A Cosan (CSAN3) confirmou na quinta-feira (9) a assinatura de novos acordos envolvendo propriedades do Grupo Radar no Mato Grosso com a SLC Agrícola (SLCE3), Bom Futuro e Alexandre Jacques Bottan. A reorganização ocorreu após os arrendatários exercerem o direito de preferência sobre parte das áreas.
O movimento redefine a estrutura da operação de R$ 1,85 bilhão anunciada anteriormente e, segundo analistas, reduz os riscos financeiros para a SLC Agrícola.
Cosan reorganiza venda das propriedades
Segundo a Cosan, foram firmados acordos para a segregação consensual dos imóveis e novos compromissos de compra e venda, mantendo as mesmas condições comerciais negociadas anteriormente. O bloco reúne aproximadamente 41,2 mil hectares, sendo 28 mil hectares agricultáveis.
Como parte da nova divisão, a SLC Agrícola adquiriu 8,9 mil hectares agricultáveis por R$ 669 milhões, incluindo infraestrutura como silos, algodoeira e outras benfeitorias operacionais.
A conclusão das operações permanece condicionada ao cumprimento das condições precedentes usuais e deverá ocorrer até 30 de outubro de 2026.
Citi vê redução do risco para a SLC
Na avaliação do Citi, a redução do tamanho da aquisição representa uma notícia positiva para a SLC Agrícola, principalmente por diminuir a pressão sobre o caixa e o nível de endividamento da companhia.
Os analistas estimam agora que a alavancagem da empresa alcance cerca de 2,3 vezes o EBITDA ao fim de 2026, abaixo da projeção anterior de aproximadamente 2,7 vezes.
Embora o custo por hectare tenha aumentado, o banco considera que a redução do capital investido melhora o perfil financeiro da operação e reduz as preocupações dos investidores.