Câmbio

Dólar recua e segue exterior com Copom e Haddad no radar

Moeda cai frente a emergentes enquanto mercado digere ata do BC e cenário político.

Dólar
Reprodução
  • Dólar recua e acompanha queda da moeda americana no exterior
  • Ata do Copom reforça expectativa de corte da Selic
  • Declarações de Haddad entram no radar do mercado

O dólar opera em queda ante o real nesta terça-feira, acompanhando o movimento de baixa da moeda americana no exterior. Investidores avaliam a ata do Copom e declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

No mercado à vista, às 11h17, o dólar recuava 0,73%, cotado a R$ 5,219. Já o dólar futuro para março cedia 0,58%, negociado a R$ 5,262, na B3.

Exterior puxa movimento

A sessão é marcada por queda quase generalizada do dólar frente a moedas de emergentes e exportadores de commodities. Entre elas, destacam-se peso chileno, peso mexicano, rand sul-africano e rupia indiana.

Além disso, segundo analistas, o cenário global mostra leve apetite por risco, o que reduz a demanda por moeda americana. Assim, o real acompanha a tendência externa.

Nesse contexto, o fluxo internacional segue como fator central para a dinâmica do câmbio doméstico.

Ata do Copom reforça expectativa de corte

No Brasil, o mercado reagiu à ata do Copom, divulgada antes da abertura. O comitê afirmou que a magnitude e a duração do ciclo de cortes da Selic dependerão da evolução dos dados econômicos.

Na semana passada, o BC manteve a Selic em 15% ao ano e indicou a possibilidade de início do ciclo de cortes em março. Ademais, a principal dúvida do mercado é se o primeiro movimento será de 25 ou 50 pontos-base.

Com isso, o diferencial de juros entre Brasil e EUA segue elevado, fator que sustenta operações de carry trade e pressiona o dólar para baixo.

Haddad também entra no radar

Além da ata, declarações de Fernando Haddad influenciaram o mercado. Nesse sentido, o ministro afirmou ter levado ao presidente Lula nomes para as diretorias vagas do Banco Central.

Entre eles, está Guilherme Mello, atual secretário de Política Econômica, cujo nome já vinha sendo especulado. Na véspera, essa possibilidade pressionou as taxas dos DIs.

No entanto, Haddad destacou que nenhum convite foi feito até o momento, o que reduziu parte da volatilidade.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.