Lances serão modestos

Ecorodovias (ECOR3) entra em leilão bilionário e mercado teme repetição de tombo

Rota das Gerais movimenta setor e reacende memória de queda de 20% após disputa agressiva.

Foto: Luiz Santana/ALMG
Foto: Luiz Santana/ALMG
  • Ecorodovias (ECOR3) disputa leilão de R$ 13 bilhões em MG
  • Modelo reduz risco de lances agressivos, diferentemente de 2024
  • Capex pode subir para R$ 60 bilhões e preocupa mercado

A Ecorodovias (ECOR3) volta ao radar do mercado com a participação no leilão da Rota das Gerais, marcado para esta terça-feira na B3. O projeto envolve cerca de 735 km de rodovias em Minas Gerais e pode destravar crescimento relevante.

Ao mesmo tempo, investidores lembram do último leilão em 2024, quando a companhia fez uma oferta agressiva e as ações caíram mais de 20%, elevando a cautela no curto prazo.

Leilão bilionário pode impulsionar crescimento

O projeto prevê cerca de R$ 13 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos de concessão, com foco em duplicações, manutenção e segurança.

Além disso, o critério será baseado em desconto tarifário, o que reduz o risco de lances excessivos, segundo analistas.

Com isso, o ativo pode se encaixar estrategicamente no portfólio da empresa.

Risco existe, mas cenário é diferente de 2024

Diferente do leilão anterior, não haverá disputa direta por outorga elevada, o que diminui o risco de um movimento agressivo.

Além disso, o projeto apresenta TIR real de 13,76% e capex menos concentrado no início, favorecendo o fluxo de caixa.

Ainda assim, o mercado monitora o impacto no endividamento, já que o capex total da companhia pode subir para perto de R$ 60 bilhões.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.