
- GPA (PCAR3) teve prejuízo líquido de R$ 1,44 bilhão no 1T26
- Baixas contábeis somaram mais de R$ 1 bilhão
- Receita caiu 8,2%, mas Ebitda avançou 12%
O GPA (PCAR3) registrou prejuízo líquido de R$ 1,44 bilhão no primeiro trimestre de 2026, ampliando fortemente as perdas frente aos R$ 169 milhões negativos registrados um ano antes.
Segundo a companhia, o resultado foi pressionado principalmente por efeitos não recorrentes e sem impacto caixa, que somaram aproximadamente R$ 1,01 bilhão no período.
Baixas contábeis pressionaram balanço
Entre os principais impactos, a companhia registrou baixa de software de R$ 348 milhões por obsolescência tecnológica.
Além disso, houve baixa de fundo de comércio e outros ativos no valor de R$ 51 milhões, enquanto impairments de lojas totalizaram R$ 27 milhões.
Ao mesmo tempo, a varejista contabilizou baixa de crédito no exterior de R$ 588 milhões, pressionando diretamente a linha tributária do balanço.
Receita cai, mas margem melhora
A receita líquida recuou 8,2% no trimestre, encerrando o período em R$ 4,37 bilhões.
Segundo a companhia, parte da queda ocorreu por causa da estratégia de priorização de canais mais rentáveis, incluindo a descontinuidade do formato Aliados.
Mesmo assim, o custo das mercadorias vendidas caiu 12%, permitindo avanço de 1,3% no lucro bruto, que chegou a R$ 1,33 bilhão.
Ebitda sobe, mas dívida segue elevada
O Ebitda da companhia somou R$ 458 milhões, crescimento anual de 12%.
Enquanto isso, o resultado financeiro negativo piorou 19,8%, atingindo R$ 381 milhões no trimestre.
Ao fim de março, a dívida líquida alcançou R$ 3,2 bilhões, enquanto a alavancagem financeira ficou em 3,5 vezes.