
- Ibovespa bateu recorde histórico, chegando a 177.741 pontos no intradiário
- Pesquisa mostra Flávio Bolsonaro com 48,1% contra 41,9% de Lula no segundo turno
- Mercado precifica menor risco político e fiscal, atraindo fluxo estrangeiro
O Ibovespa atingiu um novo recorde histórico nesta quinta-feira, ao alcançar 177.741 pontos no pico intradiário, refletindo um movimento intenso de compra de ações na B3 (B3SA3). O índice avançou mais de 1,6% no dia, sustentado principalmente por bancos, empresas de commodities e ações ligadas ao ciclo doméstico.
O rali ganhou força após a divulgação de uma pesquisa eleitoral que mostra Flávio Bolsonaro numericamente à frente do presidente Lula em um eventual segundo turno, cenário que foi rapidamente precificado pelos investidores como uma possível redução do risco político e fiscal no médio prazo.
Pesquisa eleitoral muda o humor do mercado
O levantamento aponta Flávio Bolsonaro com 48,1% das intenções de voto, contra 41,9% de Lula em uma simulação de segundo turno, uma diferença de 6,2 pontos percentuais. A margem de erro do estudo é de 2,2 pontos percentuais, o que reforça a leitura de disputa competitiva.
Além disso, os dados indicam rejeição elevada ao atual governo, fator que tem pesado nas projeções eleitorais e ajudado a consolidar um ambiente mais favorável aos ativos de risco.
Com isso, operadores passaram a revisar cenários, apostando em mudanças na condução da política econômica e em menor intervenção estatal caso o quadro político siga se deteriorando para o governo.
Bolsa sobe com expectativa de menor risco político
O avanço do Ibovespa foi liderado por ações de bancos, como BBAS3, que subiram em bloco, além de papéis ligados a commodities, beneficiados pelo fluxo estrangeiro. Investidores externos voltaram às compras diante da combinação entre valuation atrativo e sinalização política mais previsível.
O mercado também reagiu à percepção de enfraquecimento do PT, apontada por analistas políticos, o que reforça a tese de alternância de poder e redução de incertezas institucionais.
Esse movimento ajudou a sustentar o índice acima dos 175 mil pontos ao longo de todo o pregão, consolidando o novo patamar histórico.
Fluxo estrangeiro volta a ganhar força
Com o novo recorde, o fluxo estrangeiro voltou a se destacar, especialmente em ações de maior liquidez e peso no índice. O ingresso de capital externo foi determinante para o desempenho positivo do mercado.
Analistas destacam que apenas o aumento da competitividade eleitoral já reduz prêmios de risco, mesmo sem definição clara sobre o desfecho da disputa presidencial.
O cenário reforça a leitura de que o mercado seguirá altamente sensível a pesquisas eleitorais, indicadores fiscais e sinais políticos nos próximos meses.