
- Morgan vê Ibovespa a 250 mil pontos em cenário favorável às eleições
- Alta pode chegar a 46% até 2026, segundo o banco
- Apostas mudam conforme o cenário político, mas Bolsa segue com viés positivo
O Ibovespa, que superou 171 mil pontos e renovou recorde histórico, ainda tem espaço relevante para avançar, segundo o Morgan Stanley. Com a aproximação das eleições de 2026, o banco avalia que o mercado já começou a precificar um novo ciclo de alta.
Em relatório, o banco projeta alta de 20% até o fim de 2026 no cenário base. Já em um ambiente mais favorável, com alternância de poder e agenda pró-mercado, o potencial de valorização pode chegar a 46%, levando o índice para 250 mil pontos.
Mercado já começa a precificar eleições
Segundo o Morgan Stanley, o Brasil pode estar entrando em um bull market prolongado, em linha com outros mercados da América Latina. O banco aponta mudanças geopolíticas globais, o fim do ciclo de alta dos juros e o cenário eleitoral como vetores centrais desse movimento.
Além disso, desde janeiro de 2025, ações associadas à expectativa de um novo governo pró-mercado subiram 59% em dólar. No mesmo período, papéis ligados à continuidade do atual governo avançaram 47%, mostrando que o rali já começou.
Mesmo assim, o banco avalia que o processo ainda está em fase inicial e que o recorde recente do Ibovespa não esgota o potencial de valorização.
Ações preferidas em cenário pró-mercado
Se houver mudança de governo, o Morgan Stanley aposta em empresas mais sensíveis à queda de juros e à retomada dos investimentos.
Entre os destaques estão Nubank (ROXO34), XP (XPBR31), BTG Pactual (BPAC11) e B3 (B3SA3). No consumo, aparecem Mercado Livre (MELI34), Cyrela (CYRE3) e Vivara (VIVA3).
Desse modo, o banco também cita estatais como Petrobras (PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3), além de empresas ligadas à infraestrutura e logística, como Rumo (RAIL3) e Motiva (MOTV3).
Estratégia com continuidade do governo
Mesmo sem alternância no comando do país, o banco vê espaço para alta da Bolsa. Nesse cenário, a estratégia prioriza empresas com receitas em dólar, bancos, seguradoras e ações defensivas.
Ademais, entre os nomes citados estão Vale (VALE3), Embraer (EMBJ3), Gerdau (GGBR4), Suzano (SUZB3) e JBS.
Por fim, no setor financeiro, aparecem Itaú Unibanco (ITUB4), BB Seguridade (BBSE3), Caixa Seguridade (CXSE3) e Porto Seguro (PSSA3).