
A M. Dias Branco (MDIA3) deve registrar expansão de margem no 4T25, impulsionada pela queda dos custos de matérias-primas, segundo relatório do Santander. Ainda assim, o banco mantém visão cautelosa diante da fraqueza persistente nos volumes.
Mesmo com melhora operacional, os analistas avaliam que o valuation atual já embute boa parte do cenário positivo, o que sustenta a recomendação neutra para a ação.
Custos aliviam e margens avançam
A expectativa é de queda de cerca de 4% nos custos unitários no trimestre, refletindo trigo mais barato, real mais forte e estoques menores. Com isso, o EBITDA estimado é de R$ 337 milhões, alta de 6% na comparação trimestral.
A margem EBITDA deve atingir 12,8%, avanço de 130 pontos-base, reforçando um ambiente mais favorável para produtores de biscoitos e massas no Brasil.
Volumes seguem fracos
Apesar do alívio nos custos, o relatório aponta que o crescimento de volumes permanece lento, mesmo com base de comparação mais fraca. O setor segue priorizando proteção de margens, sem cortes agressivos de preços.
No 4T24, os volumes haviam recuado 10% na base anual, e a recuperação ainda é considerada gradual.
Valuation limita upside
O Santander destaca que a MDIA3 negocia acima de 9 vezes o lucro, patamar visto como pouco atrativo diante das incertezas sobre demanda. O preço-alvo para o fim de 2026 é de R$ 27, ante cotação atual de R$ 25,50.
A projeção indica potencial limitado de valorização, apesar da melhora nos fundamentos operacionais.