
- Petrobras corta gasolina em 5,2%, para R$ 2,57 por litro
- Preço segue cerca de 5% acima da paridade internacional
- Ajuste reduz pressão, mas não elimina espaço para importadores
A Petrobras (PETR3; PETR4) reduziu em 5,2% o preço da gasolina A nas refinarias, levando o valor médio para R$ 2,57 por litro, a partir desta terça-feira.
Mesmo assim, segundo dados da Abicom, o combustível segue cerca de 5% acima do preço internacional, limitando o alívio ao consumidor.
Defasagem persiste após o ajuste
Antes do corte, a diferença entre o preço doméstico e a paridade de importação (PPI) chegou a 10%, segundo estimativas do Itaú BBA.
Com a redução de R$ 0,14 por litro, a defasagem diminuiu, mas não desapareceu, mantendo a gasolina brasileira acima da referência externa.
Na avaliação do banco, o ajuste ficou abaixo do esperado, já que o cenário externo permitia um repasse maior.
Impacto limitado nas bombas
Analistas projetam uma queda entre 1% e 2% nos postos, já que o repasse depende das distribuidoras e da rede varejista.
Além disso, a Petrobras perdeu espaço para importadores, que já respondem por até 20% das vendas de gasolina no país, aproveitando preços mais baixos no exterior e a valorização do real.
Segundo a Abicom, mesmo após o corte, a gasolina da estatal segue R$ 0,12 por litro acima do valor internacional.
Diesel segue abaixo da paridade
Enquanto ajustou a gasolina, a Petrobras manteve o preço do diesel, que continua sendo vendido entre 2% e 9% abaixo do mercado externo.
Especialistas apontam que esse descompasso desestimula importações e pode gerar perdas para a companhia.
Para analistas do setor, a decisão reforça uma estratégia mais cautelosa e política, em vez de estritamente alinhada à PPI.