Corrida defensiva

Ouro dispara 6% com tensão geopolítica e apostas em corte de juros nos EUA

Metal reage a risco no Oriente Médio e expectativa de mudança na presidência do Fed.

investir em ouro
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  • Ouro sobe 6% com tensão geopolítica e busca por proteção
  • Expectativa de cortes agressivos de juros nos EUA impulsiona o metal
  • Preço chega a superar US$ 5.000 por onça na máxima intradiária

O ouro se recuperou com força nesta terça-feira e disparou mais de 6%, após duas sessões de queda. O movimento ocorreu em meio ao retorno das tensões geopolíticas e ao aumento das apostas em cortes agressivos de juros nos Estados Unidos.

Além disso, investidores monitoram o cenário político no Federal Reserve, com a possibilidade de troca na presidência do banco central a partir de maio, o que elevou a busca por ativos de proteção.

Geopolítica volta ao centro do mercado

O apetite por ouro ganhou força após relatos de escalada militar no Oriente Médio. Segundo informações de mercado, militares americanos abateram um drone iraniano que se aproximava do porta-aviões Abraham Lincoln, no Mar Arábico.

Ao mesmo tempo, o mercado acompanha a expectativa de uma reunião entre Estados Unidos e Irã, marcada para sexta-feira, com foco em um possível acordo nuclear.

Nesse contexto, o aumento do risco geopolítico elevou a demanda por ativos de proteção, favorecendo o metal precioso.

Juros americanos reforçam o movimento

Além da geopolítica, o discurso sobre política monetária impulsionou os preços. O diretor do banco central americano Stephen Miran voltou a defender cortes agressivos de juros, de até 1 ponto percentual ao longo do ano.

Assim, o mercado passou a precificar um cenário mais favorável a ativos que não pagam juros, como o ouro. Isso ampliou o fluxo comprador.

Portanto, a combinação entre incerteza política e expectativa de afrouxamento monetário sustentou a forte alta.

Preços atingem máximas históricas

O contrato do ouro para abril fechou em alta de 6,07%, cotado a US$ 4.935,00 por onça-troy, segundo dados da Comex.

Além disso, durante o pregão, o metal chegou a tocar US$ 5.018,10, marcando máxima intradiária histórica.

Com isso, o ouro volta ao centro das atenções, em um cenário de volatilidade elevada e maior aversão ao risco.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.