
- Petrobras volta a avaliar papel estratégico da Braskem após entrada da IG4.
- Governança muda, com Magda Chambriard na presidência do conselho.
- Gás da Rota 3 e sinergias com Reduc e Boaventura ganham foco.
O Conselho de Administração da Petrobras (PETR3; PETR4) se reúne novamente nesta sexta-feira para discutir mudanças estratégicas na Braskem (BRKM5).
A análise ganha peso após a entrada da IG4 no bloco de controle, movimento que reposiciona a petroquímica no radar estratégico da estatal.
Governança muda com novo bloco
Com o novo acordo de acionistas, a Petrobras e a IG4 passam a dividir o controle da Braskem.
Sendo assim, nos dois primeiros anos, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, ocupará a cadeira de presidente do conselho da petroquímica.
Em contrapartida, a IG4 liderará a presidência executiva, com alternância prevista na presidência do conselho ao longo do contrato.
Gás da Rota 3 ganha protagonismo
Entre os principais vetores estratégicos, está a expansão da Braskem no Rio de Janeiro.
Ademais, o plano envolve o uso de gás natural da Rota 3, com integração ao Complexo de Energias Boaventura e à Refinaria Duque de Caxias (Reduc).
Portanto, essa estrutura amplia a sinergia industrial, reduz custos logísticos e fortalece a cadeia petroquímica fluminense.
Investimentos fora do plano
Segundo a presidente da Petrobras, eventuais aportes na Braskem não integram o Plano de Negócios 2026–2030, estimado em US$ 109 bilhões.
Além disso, a estatal trata o ativo como plataforma complementar, sem competir com projetos prioritários de exploração e produção.
Ainda assim, a Braskem aparece como alavanca de crescimento regional, com impacto direto em produção, empregos e desenvolvimento local.