
- UBS vê Bolsa brasileira barata, mesmo após o Ibovespa renovar máximas
- Diversificação fora dos EUA sustenta fluxo estrangeiro para o Brasil
- Cortes de juros e commodities reforçam tese positiva para ações
Mesmo com juros elevados, ruído fiscal persistente e eleições no horizonte, a Bolsa brasileira segue atraindo investidores estrangeiros. Segundo executivos do UBS, o mercado local ainda negocia a preços atrativos, mesmo após o Ibovespa renovar máximas históricas.
Na avaliação do banco, o Brasil combina escala, liquidez e valuation descontado, além de se beneficiar de um movimento global de diversificação fora dos Estados Unidos, o que sustenta a entrada de capital externo.
Brasil ainda parece barato ao investidor global
O UBS afirma que, mesmo aos 182 mil pontos, o Ibovespa segue negociado entre 8 e 9 vezes o lucro, abaixo da média histórica e de outros mercados emergentes. Por isso, o banco vê espaço para valorização adicional.
Além disso, o banco destaca que poucos mercados emergentes conseguem absorver grandes volumes de capital institucional. Nesse contexto, o Brasil se mantém como um dos destinos preferidos.
Segundo o UBS, esse fator estrutural pesa mais para o investidor global do que os riscos políticos de curto prazo, que seguem monitorados, mas não impedem a alocação.
Juros altos, commodities e expectativa de cortes
Outro ponto central da tese envolve a política monetária. Para o UBS, juros elevados e moeda depreciada criam um ponto de entrada atrativo para o estrangeiro.
Assim que o Banco Central iniciar o ciclo de cortes, o banco espera impacto positivo direto sobre ações, especialmente em setores mais sensíveis a juros.
Além disso, o UBS destaca que o Brasil se beneficia do cenário global de commodities, com destaque para segurança alimentar e energética, o que reforça o apelo estrutural do mercado local.