
- Moody’s elevou o rating da Prio (PRIO3) para Ba2, após a compra de mais 40% do campo de Peregrino.
- Produção deve superar 150 mil barris por dia, mudando o patamar operacional da empresa.
- Alavancagem tende a cair rapidamente, reduzindo risco e custo de capital.
A Moody’s elevou o rating corporativo da Prio (PRIO3) de Ba3 para Ba2, após a companhia concluir a compra de mais 40% do campo de Peregrino, ativo relevante na Bacia de Campos. Com a operação, a petroleira passou a deter 80% do campo e assumiu o controle operacional.
Além disso, a agência revisou a perspectiva do rating de positiva para estável, refletindo maior previsibilidade operacional e financeira no curto e médio prazo. O movimento reforça a leitura de que a Prio ganhou escala e relevância no setor de óleo e gás.
Segundo a avaliação, a transação fortalece o perfil de crédito da companhia ao ampliar produção, reservas e geração de caixa recorrente, pontos sensíveis para o mercado.
Produção salta e escala muda o jogo
Com Peregrino, a produção total da Prio deve ultrapassar 150 mil barris por dia, avanço relevante frente aos níveis registrados em 2025. O campo responde sozinho por cerca de 100 mil barris diários, o que muda o patamar operacional da empresa.
Além disso, a integração com ativos já maduros, como Polvo e Tubarão Martelo, cria sinergias operacionais e melhora a eficiência dos custos. O controle do campo também dá mais flexibilidade na gestão da produção.
O mercado acompanha ainda a expectativa de conclusão da compra dos 20% restantes de Peregrino, o que consolidaria o ativo integralmente no portfólio da companhia.
Alavancagem sobe agora, mas deve cair rápido
A aquisição elevou temporariamente a alavancagem da Prio, que chegou a cerca de 3,8 vezes o EBITDA, segundo estimativas da agência. Ainda assim, a Moody’s projeta uma queda consistente desse indicador nos próximos trimestres.
Com a entrada plena do caixa gerado por Peregrino, a alavancagem deve recuar para uma faixa entre 1,5x e 2,0x, reforçando a capacidade de desalavancagem da companhia. Esse fator foi decisivo para a elevação do rating.
A leitura da agência indica que o risco financeiro está sob controle e que a estrutura de capital tende a se fortalecer com o aumento da produção.
Mercado vê redução de risco e potencial de valorização
A elevação do rating reduz o custo de captação da Prio e amplia o interesse de investidores institucionais, especialmente aqueles mais sensíveis ao risco de crédito. Isso melhora a percepção de valor da ação no mercado.
Além disso, o novo patamar operacional aumenta a previsibilidade dos resultados e reforça a tese de crescimento da empresa no ciclo de petróleo. A ação PRIO3 passa a ser vista com menor risco relativo dentro do setor.
Investidores também monitoram novos projetos previstos para 2026, que podem reforçar ainda mais o fluxo de caixa e sustentar o valuation da companhia.