
- Privatização da Copasa atrai Veolia, Sabesp, Aegea e Perfin
- Venda do controle pode render mais de R$ 10 bilhões a Minas Gerais
- Oferta pública prevê investidor estratégico com até 45% dos votos
A privatização da Copasa (CSMG3) já atrai interesse de grupos internacionais e nacionais, segundo fontes próximas ao processo. Entre os potenciais compradores estão a francesa Veolia, além das brasileiras Sabesp (SBSP3) e Aegea.
Além disso, o governo de Minas Gerais pretende vender o controle da companhia por meio de uma oferta pública, mantendo no máximo 5% de participação. O processo deve avançar até abril, conforme pessoas envolvidas nas negociações.
Empresas avaliam condições e contratos
Ao todo, ao menos quatro empresas analisam a aquisição do controle da Copasa. Além de Veolia, Sabesp e Aegea, o fundo brasileiro Perfin também demonstrou interesse no ativo.
No entanto, o nível de apetite depende da renovação dos contratos com municípios mineiros. Por isso, a companhia acelerou negociações, sobretudo em Belo Horizonte e grandes cidades.
Nesse sentido, o valor da Copasa varia conforme a quantidade e a duração dos contratos, fator considerado central pelos investidores.
Governo define modelo e limite de participação
O governo de Minas venderá apenas ações próprias na oferta, segundo documento oficial. Atualmente, o estado detém 50,03% do capital da Copasa.
Além disso, o modelo permite que um investidor estratégico compre até 30% antes da oferta, com possibilidade de elevar a fatia para até 45% dos direitos de voto durante o processo.
Ainda assim, o estado pode manter uma golden share, garantindo direitos de veto em decisões específicas, conforme previsto na proposta.
Perfin amplia posição e mercado observa
Recentemente, os fundos Perfin Infra e Perfin Equities elevaram sua participação para 12,31% do capital social da Copasa, segundo comunicado divulgado em dezembro.
Atualmente, a companhia possui valor de mercado de R$ 19,6 bilhões. Com isso, Minas Gerais pode levantar mais de R$ 10 bilhões com a venda total de sua fatia.
Enquanto isso, Veolia, Sabesp, Aegea e Perfin evitam comentar oficialmente o processo, mantendo as negociações em caráter reservado.