
- RAIZ4 sobe mais de 16% e volta a R$ 1 após três meses
- Queda dos juros e possível aumento de capital animam investidores
- Venda de ativo de biogás reforça estratégia de desalavancagem
As ações da Raízen (RAIZ4) dispararam nesta quarta-feira (28) e voltaram a superar o patamar de R$ 1, algo que não ocorria desde 06 de outubro de 2025.
Por volta das 12h48, os papéis avançavam 16,67%, negociados a R$ 1,05, em um movimento que devolve fôlego ao papel após mais de três meses abaixo desse nível.
Juros menores aliviam pressão financeira
A valorização ocorre em meio à queda dos juros futuros, fator relevante para uma companhia com estrutura de capital intensiva.
A Raízen ampliou seu endividamento em um cenário de margens comprimidas no setor de combustíveis e de ciclo prolongado de juros elevados.
Atualmente, a dívida líquida soma R$ 53,437 bilhões, com alavancagem de 5,1 vezes o Ebitda, dado que vinha pressionando a percepção de risco do mercado.
Aumento de capital entra no radar
Outro vetor do movimento envolve rumores sobre a estruturação de um possível aumento de capital.
Segundo informações de mercado, a operação poderia variar entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão, reforçando o balanço.
Portanto, a expectativa de redução da alavancagem melhora a leitura sobre o perfil financeiro da companhia no médio prazo.
Cade autoriza venda de ativo de biogás
Além disso, o Cade autorizou a venda da Bio Polares, controlada indiretamente pela Raízen, por meio da Bioenergia Barra.
O ativo detém uma central de minigeração de eletricidade a partir de biogás no Aterro Sanitário Dois Arcos, no Rio de Janeiro.
A compradora é a GNR Dois Arcos Valorização de Biogás (GDA), especializada em produção de biometano, embora o valor da transação não tenha sido divulgado.