
- B3 prorrogou prazo para a Raízen (RAIZ4) até 8 de julho
- Ações seguem negociadas abaixo de R$ 1
- Companhia precisará apresentar plano de reenquadramento
A Raízen (RAIZ4) ganhou mais tempo para apresentar à B3 um plano de reenquadramento de suas ações, que seguem negociadas abaixo do valor mínimo exigido pela bolsa brasileira.
Segundo comunicado divulgado pela companhia, a B3 prorrogou até 8 de julho de 2026 o prazo para a apresentação das medidas que serão adotadas para regularizar a situação dos papéis.
Cotação segue abaixo do limite exigido
A extensão foi concedida porque as ações da companhia continuam sendo negociadas abaixo de R$ 1,00 por ação, nível que descumpre as regras de permanência da B3.
Agora, a empresa deverá detalhar quais iniciativas pretende implementar e qual será o cronograma para reenquadrar a cotação dentro dos parâmetros exigidos pela bolsa.
Entre as alternativas normalmente utilizadas por empresas nessa situação está o grupamento de ações, embora a Raízen ainda não tenha anunciado qualquer medida nesse sentido.
Pressão aumenta após plano de reestruturação
A notícia ocorre poucos dias depois de a companhia divulgar mais detalhes de sua ampla reestruturação financeira.
Na última semana, as ações da empresa sofreram forte pressão após o mercado analisar os impactos do plano de recuperação extrajudicial, que envolve renegociação de dívidas, possível conversão de créditos em ações e reorganização dos negócios.
Com os papéis negociados em níveis historicamente baixos, o reenquadramento na B3 tornou-se mais um desafio para a companhia nos próximos meses.