
- Lucro ajustado da Romi (ROMI3) cai 18,1% no 4T25
- Receita recua, mas margens mostram resiliência
- Carteira de pedidos cresce 15,1% e melhora perspectiva
A Romi (ROMI3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 40,4 milhões no 4T25, queda de 18,1% na comparação anual. O resultado refletiu menor faturamento no período.
A receita operacional líquida somou R$ 388,2 milhões, recuo de 15,3% frente ao 4T24, pressionando o desempenho do trimestre.
Receita menor pesa no resultado
Segundo a companhia, a queda decorreu da redução nas vendas de peças fundidas e usinadas. Além disso, houve efeito de comparação desfavorável com 2024.
No ano anterior, as entregas de máquinas da B+W se concentraram mais no quarto trimestre. Em 2025, essa receita ficou mais distribuída ao longo do ano.
Assim, o comparativo anual acabou penalizando os números do trimestre.
Margens mostram resiliência
Apesar do recuo no lucro, o EBITDA ajustado atingiu R$ 66,2 milhões, com margem de 17,0% no trimestre. O indicador mostra estabilidade operacional.
A margem bruta chegou a 32,1%, avanço de 1,9 ponto percentual em relação ao 4T24, apoiada por melhor mix e controle de custos.
Dessa forma, as margens compensaram parcialmente a queda da receita.
Carteira de pedidos cresce
No encerramento do trimestre, a carteira de pedidos avançou 15,1% na comparação anual. O principal destaque veio da subsidiária alemã B+W.
O crescimento da carteira sinaliza melhor visibilidade para os próximos trimestres, mesmo em um ambiente macro mais desafiador.
Assim, o mercado deve acompanhar se esse avanço se traduz em recuperação gradual de receitas.