
- Copom indica início do corte da Selic em março, segundo o Santander.
- Discurso abandona aperto prolongado e passa a focar calibragem dos juros.
- Ciclo tende a ser gradual, com forte dependência dos dados.
O Copom manteve a Selic em 15% ao ano, mas mudou de forma relevante o seu discurso, segundo avaliação do Santander Brasil. O comunicado passou a sinalizar explicitamente o início do ciclo de corte de juros em março, caso o cenário esperado se confirme.
Para o banco, a decisão marca uma virada na comunicação do Banco Central, ao reduzir o tom mais restritivo e reforçar uma estratégia mais calibrada para a política monetária.
Guidance abandona aperto prolongado
O Santander destaca que o Copom retirou a expressão “patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado” do comunicado.
Com isso, o BC abre espaço para a flexibilização monetária, ainda que de forma gradual e dependente dos dados.
Segundo o banco, o novo guidance indica um corte inicial de 0,25 ponto percentual, reforçando a leitura de início do ciclo já na próxima reunião.
BC reconhece efeitos defasados dos juros
Outro ponto relevante foi a mudança na função de reação do Copom, que passou a falar em calibrar o nível de juros.
Além disso, o texto reconhece que a transmissão da política monetária está mais evidente, diante da inflação menor.
Portanto, esse ajuste indica maior atenção ao risco de aperto excessivo, segundo a leitura do Santander.
Impacto para o mercado
Para o banco, a nova comunicação reduz a incerteza e melhora a previsibilidade da política monetária em 2026.
Ainda assim, o Copom reforçou que manterá restrição adequada, sem compromisso com cortes acelerados.
Por fim, o cenário-base aponta para flexibilização gradual, com foco na convergência da inflação à meta.