
- Morgan Stanley mantém compra para SUZB3
- Baixo custo sustenta rentabilidade, mesmo com preços fracos
- Preço-alvo em R$ 68 indica upside relevante
O Morgan Stanley reiterou recomendação overweight para a Suzano (SUZB3), citando a companhia como a produtora de menor custo do setor na América Latina.
Apesar disso, as ações recuam 0,13%, negociadas a R$ 52,18, enquanto o mercado reage ao cenário mais fraco para os preços da celulose.
Custos sustentam a tese
Segundo o banco, a estrutura de custos da Suzano deve sustentar a rentabilidade, mesmo em um ambiente mais desafiador.
Além disso, a companhia mantém posição preferencial no setor, com escala, eficiência operacional e disciplina financeira.
Nesse sentido, o Morgan avalia que a Suzano segue mais protegida do ciclo negativo da commodity.
Potencial ainda relevante
Mesmo após reduzir o preço-alvo, o banco vê potencial de alta de cerca de 30%, com novo objetivo de R$ 68 por ação.
Ao mesmo tempo, o Morgan projeta yield de fluxo de caixa livre entre 9% e 17% em 2026 e 2027.
Assim, o banco mantém visão construtiva, apesar da pressão esperada nos preços da celulose.
Cenário de preços
O Morgan Stanley cortou a projeção da celulose BHKP para US$ 562 por tonelada em 2026, queda de 9%.
Para 2027, o banco projeta US$ 607 por tonelada, ainda abaixo das estimativas anteriores.
Ainda assim, a Suzano aparece como uma das mais resilientes do setor nesse cenário.