Projeções

Tenda (TEND3) segue volátil, mas Bradesco BBI reforça tese e vê forte assimetria em 2026

Banco eleva convicção positiva, ajusta preço-alvo e aposta em dividendos como catalisador.

Tenda1
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  • Bradesco BBI eleva convicção positiva e preço-alvo da TEND3
  • Ação negocia com forte desconto frente aos pares
  • Dividendos são vistos como gatilho para reprecificação

A Tenda (TEND3) segue exibindo forte volatilidade na bolsa, apesar de projeções operacionais mais sólidas para 2026.

Ainda assim, o Bradesco BBI elevou sua convicção positiva para a ação, manteve recomendação equivalente à compra e aumentou o preço-alvo para R$ 40.

Avaliação descontada sustenta visão otimista

Segundo o BBI, a recuperação sustentada do lucro por ação contrasta com a oscilação persistente dos papéis.

Atualmente, a TEND3 negocia a 5,3 vezes lucro, bem abaixo de Cury (CURY3) e Direcional (DIRR3), que operam entre 8 e 9 vezes.

Assim, o banco vê a ação presa em um desconto profundo, mesmo com fundamentos mais ancorados.

Alea gera ruído, mas impacto é limitado

O banco aponta que o principal foco de volatilidade vem da Alea, divisão de casas pré-fabricadas.

Apesar disso, o impacto estimado da unidade representa apenas 14% do lucro por ação em 2026.

Ainda assim, o ruído se amplifica devido à base acionária concentrada em fundos multimercados.

Dividendos devem destravar reclassificação

Para o BBI, os dividendos surgem como o principal catalisador para reduzir a volatilidade.

Com a melhora da geração de caixa em 2026, a Tenda pode se tornar uma história de dividendos no fim de 2026 ou início de 2027.

Nesse cenário, o banco projeta yield de cerca de 7% e FCF yield próximo de 13%.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.