
- Santander eleva preço-alvo da Totvs (TOTS3) para R$ 61, com potencial de alta próximo de 30%
- Aquisição da Linx é vista como destravadora de valor, apesar de pressão inicial no lucro
- Valuation cai para 19x P/L em 2027, sustentado por crescimento robusto do lucro
A Totvs (TOTS3) recebeu um novo gatilho relevante após o Cade aprovar sem restrições a aquisição da Linx, movimento que levou o Santander a elevar o preço-alvo da ação para R$ 61 para 2026, ante R$ 58.
Segundo o banco, o novo valor implica potencial de alta próximo de 30% frente à cotação atual de R$ 47,35, reforçando a recomendação de Outperform e mantendo a Totvs como principal escolha do setor de tecnologia em 2026.
Compra da Linx destrava tese de valor
O Santander incorporou a Linx às projeções a partir do 2º trimestre de 2026, após a aprovação regulatória, destacando a capacidade comprovada da Totvs em executar aquisições.
A operação foi fechada por R$ 3,05 bilhões, valor considerado assimétrico pelos analistas, com expectativa de criação de valor no médio e longo prazo.
Apesar do impacto inicial negativo no lucro, o banco avalia que o mercado tende a olhar além de 2026, focando os múltiplos mais atraentes de 2027.
Curto prazo pressiona, longo prazo compensa
A incorporação da Linx deve gerar impacto negativo de R$ 120 milhões no lucro líquido de 2026 e de R$ 53 milhões em 2027, reflexo do financiamento via dívida em um ambiente de Selic elevada.
Ainda assim, o Santander projeta ponto de equilíbrio operacional no 4º trimestre de 2027, quando o EBIT da Linx deve compensar integralmente as despesas financeiras.
A partir de 2028, a expectativa é que a Linx passe a contribuir positivamente para o resultado consolidado da Totvs.
Números sustentam recomendação
A Totvs deve elevar a receita líquida de R$ 6,27 bilhões em 2025 para R$ 8,23 bilhões em 2026, com EBITDA avançando para R$ 2,17 bilhões, segundo o relatório.
O papel negocia a P/L estimado de 25,5 vezes em 2026, caindo para 19 vezes em 2027, patamar considerado atrativo diante de um CAGR de lucro por ação de cerca de 23% em três anos.
Para o Santander, a combinação de crescimento orgânico forte, sinergias e valuation defensivo sustenta a tese positiva.