
- VALE3 sobe forte em 2026, mas rali recente reduz margem de segurança
- Genial corta para neutra, citando valuation mais justo
- Maioria dos analistas segue comprada, apoiada em minério e caixa
A Vale (VALE3) avança 17,5% em 2026 e acumula rali de 48% nos últimos seis meses, impulsionada pela valorização do minério de ferro e pelo retorno do fluxo estrangeiro para ações brasileiras de grande liquidez.
Com a ação negociando próxima das máximas, o mercado passa a avaliar se ainda existe espaço para novas altas ou se parte relevante do cenário positivo já foi precificada.
Produção entra no radar
A mineradora divulga na próxima terça-feira (27) o Relatório de Produção e Vendas do 4T25, após o fechamento do mercado, com expectativa de números sólidos.
A Genial Investimentos projeta produção de 89,3 milhões de toneladas de minério de ferro, refletindo queda sazonal trimestral, mas avanço anual relevante.
Segundo a casa, o desempenho operacional segue consistente, mesmo com impactos da estação chuvosa, considerada normal para o período.
Resultados devem sustentar caixa
A Genial estima Ebitda proforma de US$ 4,6 bilhões, apoiado por preços realizados mais altos e melhora na curva do minério com teor de 62%.
O preço médio realizado do minério deve alcançar US$ 95,7 por tonelada, beneficiado pela recuperação parcial do benchmark internacional.
No segmento de pelotas, a projeção indica volumes estáveis, com foco em disciplina comercial e preservação de margens.
Valuation pressiona recomendação
Mesmo com fundamentos sólidos, a Genial rebaixou a recomendação de compra para neutra, citando redução da margem de segurança após o rali recente.
Além disso, o novo preço-alvo de R$ 90 para VALE3 implica upside residual de cerca de 5%, considerado limitado diante do nível atual da ação.
Em suma, a casa reforça que o movimento não altera a visão positiva de longo prazo, mas indica cautela no curto prazo.
Consenso segue construtivo
Apesar do rebaixamento pontual, a maioria do mercado mantém visão favorável. Dados da LSEG mostram 9 recomendações de compra e 6 neutras para o papel.
Ademais, o Bank of America reiterou compra para a ação, com preço-alvo de R$ 89, citando flexibilidade do portfólio e forte geração de caixa.
Por fim, o banco projeta produção anual entre 335 e 345 milhões de toneladas em 2026, além de crescimento estrutural no cobre, reforçando a tese de longo prazo.