
- Itaú BBA eleva preço-alvo das ADRs da Vale para US$ 19 e mantém compra
- Ebitda de 2026 sobe para US$ 18 bilhões com apoio de cobre e níquel
- Queda da alavancagem abre espaço para dividendos extraordinários
As ações da Vale (VALE3) avançam com força após o Itaú BBA elevar o preço-alvo das ADRs negociadas em Nova York de US$ 14 para US$ 19, reiterando recomendação de compra. O novo alvo implica potencial de alta de 17,1% sobre o último fechamento.
Por volta das 13h34, os papéis da mineradora subiam 3,90%, cotados a R$ 86,83, acompanhando a revisão positiva do banco.
Revisões sustentam visão construtiva
Segundo o Itaú BBA, a atualização reflete a alta dos preços dos metais básicos, menores investimentos de longo prazo e novas premissas de custo de capital. Com isso, o banco elevou a projeção de Ebitda de 2026 para US$ 18 bilhões, alta de 7% frente à estimativa anterior.
Além disso, preços mais fortes de cobre e níquel devem compensar volumes mais fracos de minério de ferro. Dessa forma, a geração de caixa segue resiliente.
Mesmo após alta de 24% no último ano, o banco avalia que a Vale ainda negocia com múltiplos descontados frente às mineradoras globais, além de se beneficiar do fluxo estrangeiro.
Alavancagem menor abre espaço para dividendos
Os analistas também projetam queda da alavancagem a partir de 2026, com a dívida líquida encerrando o ano em US$ 15,7 bilhões. Em 2028, esse número deve recuar para US$ 12,5 bilhões.
Nesse contexto, a redução do endividamento amplia a flexibilidade financeira da companhia. Assim, cresce o espaço para dividendos extraordinários nos próximos anos.
Portanto, a combinação de valuation atrativo, melhora operacional e desalavancagem sustenta a visão positiva do banco.