
- Vale (VALE3) não vê destruição de demanda por metais devido à guerra no Irã.
- Empresa mantém visão positiva para minerais críticos e para o mercado global.
- Alta dos combustíveis e do frete pressiona custos, mas não altera perspectiva otimista para 2026.
A Vale (VALE3) avalia que o conflito envolvendo o Irã ainda não provocou impactos relevantes sobre a demanda global por metais. Em entrevista à Bloomberg, o CEO da mineradora, Gustavo Pimenta, afirmou que não existem evidências de destruição de demanda nos principais mercados consumidores da companhia.
Segundo o executivo, o ambiente segue favorável para o setor, mesmo diante das tensões geopolíticas que elevaram a volatilidade dos mercados nas últimas semanas.
Minerais críticos seguem sustentando demanda
A Vale (VALE3) continua observando uma demanda consistente por minerais críticos, segmento considerado estratégico para a transição energética e para diversas cadeias industriais globais.
Além disso, Gustavo Pimenta destacou que a companhia pretende concentrar esforços na extração de valor dos próprios ativos, sem priorizar novas aquisições neste momento.
A estratégia busca ampliar a eficiência operacional e capturar oportunidades de crescimento utilizando a estrutura já existente da mineradora.
Conflito aumenta custos, mas cenário segue positivo
Apesar da visão construtiva para a demanda, a guerra no Oriente Médio trouxe alguns desafios operacionais para o setor.
Os bloqueios no Estreito de Ormuz elevaram os preços dos combustíveis e aumentaram os custos de frete marítimo, pressionando parte das despesas das mineradoras globais.
Mesmo assim, o CEO da Vale (VALE3) afirmou que a companhia segue otimista para 2026. Segundo ele, a interrupção no fluxo de algumas matérias-primas também contribuiu para margens mais elevadas em determinados mercados, ajudando a compensar parte das pressões de custo.