
- XP corta recomendação da Unipar (UNIP6) para neutra
- Preços e spreads seguem pressionando resultados
- Alavancagem atinge maior nível desde 2015
A XP Investimentos adotou um tom mais cauteloso e rebaixou a recomendação da Unipar (UNIP6) de compra para neutra, citando um valuation menos atrativo no médio prazo.
Com isso, o preço-alvo caiu de R$ 62 para R$ 58 ao fim de 2026. Além disso, as estimativas de EBITDA foram cortadas, refletindo um cenário mais desafiador para o setor petroquímico.
Pressão estrutural limita visibilidade
Segundo a XP, o ambiente de preços e spreads deprimidos segue pressionando as expectativas. No entanto, ainda não há sinais claros de reversão no médio prazo.
Além disso, a queda nos preços do PVC e da soda cáustica piora o cenário operacional. Por isso, a instituição mantém uma postura conservadora para o papel.
Ainda assim, a Unipar mostra maior resiliência relativa frente aos pares. Mesmo assim, câmbio volátil e novos projetos ou aquisições seguem como riscos relevantes.
Alavancagem no maior nível desde 2015
Em 2025, a empresa pagou R$ 700 milhões em dividendos, o equivalente a R$ 6,48 por ação, o que elevou a alavancagem para cerca de 1,9x Dívida Líquida/Ebitda.
Segundo a XP, esse nível é o mais alto desde 2015. Ainda que o movimento antecipe um ciclo de desalavancagem, os analistas veem geração limitada de caixa no curto prazo.
Entre 2024 e 2025, os investimentos somaram R$ 1,1 bilhão. Assim, o fluxo de caixa livre estimado caiu para R$ 291 milhões em 2026 e R$ 676 milhões em 2027, este último favorecido por menor capex.