
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), pré-candidato à Presidência da República em 2026, criticou duramente o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista exclusiva ao Poder360 publicada nesta quinta-feira (22 de janeiro de 2026), Caiado afirmou que o atual governo federal usa os atos de 8 de Janeiro de 2023 como principal pauta política, ignorando temas prioritários como saúde e educação.
Lula ignora temas como saúde e educação
“O 8 de Janeiro é a pauta do presidente. É a mesma ladainha”, declarou o governador. Segundo ele, essa concentração no episódio de depredação das sedes dos Três Poderes teria paralisado ações efetivas no país. “O Brasil ficou 3 anos sem fazer nada”, completou Caiado, argumentando que o foco excessivo no tema impede avanços em áreas essenciais para a população.
O político goiano acusou Lula de sustentar seu governo alimentando um “clima de ódio e de cizânia” no país. “Isso não é porque ele foi induzido, é porque ele sobrevive em decorrência de alimentar esse clima de ódio e de cizânia no país”, afirmou.
Anistia para os envolvidos nos atos do 8 de janeiro
Durante a entrevista, realizada em Brasília, Caiado também defendeu medidas de pacificação com firmeza no cumprimento das leis. Ele reiterou posicionamento favorável à anistia para os envolvidos nos atos de 8 de Janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado por tentativa de golpe de Estado. “Todo mundo alforriado”, disse Caiado ao prometer anistia caso eleito presidente. Além disso, defendeu a prisão domiciliar para Bolsonaro por motivos de saúde, comparando o caso ao do ex-presidente Fernando Collor de Mello.
Questionado sobre liderança e autoridade, o governador enfatizou a necessidade de dar exemplo:
“Eu não quero um dia na Presidência, quero um minuto. Quero ver quem entra no Palácio do Planalto e quebra qualquer coisa. É o exemplo que você tem que dar”.
As declarações ocorrem em um momento de intensos debates políticos rumo às eleições de 2026, com pesquisas recentes mostrando cenários competitivos entre nomes da oposição e o atual presidente.