
- Banco Central já liquidou 8 instituições ligadas ao conglomerado Master
- Banco Pleno herdou cerca de R$ 6 bilhões em CDBs e perdeu capacidade de pagamento
- FGC acionou seus mecanismos e já reservou cerca de R$ 41 bilhões para ressarcimentos
O Banco Central ampliou o desmonte do conglomerado ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Com a liquidação do Banco Pleno e da Pleno DTVM, o total chegou a oito instituições financeiras encerradas.
As medidas começaram em novembro de 2025 e continuam em etapas. A autoridade monetária afirma que identificou insolvência financeira, falhas contábeis e risco de contágio no sistema.
Como o problema se espalhou
O Banco Pleno era o antigo Voiter e havia sido vendido ao empresário Augusto Lima. Após assumir o controle, ele mudou o nome e realizou aportes que somaram R$ 160 milhões.
Mesmo assim, o banco herdou cerca de R$ 6 bilhões em CDBs originados do Master. Ademais, a instituição não conseguiu captar recursos nem vender ativos suficientes.
Com isso, surgiram dificuldades para honrar pagamentos. Assim, a crise acelerou a deterioração financeira e levou o Banco Central à liquidação.
O efeito dominó no sistema financeiro
Na primeira fase, o BC liquidou Banco Master S/A, Banco Master de Investimento, Letsbank (BlueBank) e a corretora do grupo. Depois, a autoridade incluiu a CBSF DTVM e o Will Bank.
O FGC foi acionado para ressarcir investidores em produtos cobertos, como CDB, LCI e LCA. Além disso, o caso já reservou cerca de R$ 41 bilhões em pagamentos, o maior da história do fundo.
Enquanto isso, empresas relacionadas ao grupo enfrentam processos judiciais e recuperação financeira. Desse modo, o episódio se tornou um dos maiores eventos bancários recentes do país.