
- PETR4 acumula alta superior a 50% em 2026 com petróleo forte
- BTG eleva recomendação para compra e fixa preço-alvo de R$ 56
- Analistas veem produção robusta e geração de caixa sustentando a tese
As ações da Petrobras (PETR4) acumulam alta superior a 50% em 2026 e quase 14% apenas em março, acompanhando o avanço recente do petróleo no mercado internacional.
Além disso, o barril chegou a superar US$ 100 nas últimas semanas, impulsionado por tensões geopolíticas no Oriente Médio. Mesmo assim, analistas avaliam que a valorização recente não encerra o potencial de alta da estatal.
Bancos veem mais fatores positivos para a ação
O BTG Pactual elevou a recomendação para compra e fixou preço-alvo de R$ 56 para PETR4, destacando três fatores estruturais para a tese de investimento.
Primeiro, o banco aponta que a Petrobras (PETR4) possui um “prêmio de escassez”. Já que é uma das poucas grandes empresas integradas de energia em mercados emergentes acessíveis a investidores globais.
Além disso, a companhia apresenta perfil de produção robusto, com crescimento estimado de 3,3% ao ano entre 2025 e 2028, impulsionado principalmente pelo avanço da produção no pré-sal.
Petróleo alto e geração de caixa sustentam cenário
Outro ponto destacado pelos analistas é a expectativa de retomada da geração de caixa excedente nos próximos trimestres, o que pode sustentar dividendos relevantes.
Enquanto isso, o Bank of America manteve recomendação neutra. Entretanto, elevou o preço-alvo de PETR4 de R$ 44 para R$ 49, após revisar para cima as projeções do petróleo Brent.
Segundo o banco, embora o curto prazo seja mais apertado em dividendos, a execução operacional sólida e os preços mais altos do petróleo continuam sustentando a tese de longo prazo.