
- Bitcoin caiu para perto de US$ 58 mil e atingiu mínima de 21 meses
- Saídas de ETFs dispararam para US$ 469 milhões em um único dia
- Juros elevados nos EUA e tensões geopolíticas aumentaram a pressão sobre as criptomoedas
O bitcoin voltou a sofrer forte pressão na quinta-feira (25) e chegou ao menor patamar dos últimos 21 meses, refletindo uma combinação de saídas aceleradas de ETFs, ambiente global de aversão ao risco e expectativas de juros elevados nos Estados Unidos por mais tempo.
Mesmo com os dados de inflação americana vindo próximos do esperado, os investidores ignoraram o indicador e ampliaram o movimento de venda no mercado de criptomoedas.
ETFs registram forte retirada de recursos
Um dos principais gatilhos para a queda foi o aumento dos resgates nos fundos negociados em bolsa ligados ao bitcoin.
Dados do mercado mostram que as saídas líquidas dos ETFs saltaram de cerca de US$ 113 milhões para US$ 469 milhões em apenas um dia, sinalizando redução do interesse institucional pelo ativo.
Além disso, liquidações superiores a US$ 660 milhões foram registradas nas últimas 24 horas, aumentando a pressão sobre os preços.
Mercado ignora inflação dos EUA
Tradicionalmente, indicadores de inflação mais controlados favorecem ativos de risco.
Desta vez, porém, o mercado concentrou suas atenções na possibilidade de manutenção dos juros elevados pelo Federal Reserve (Fed), cenário que reduz a atratividade de ativos que não geram renda, como o bitcoin.
Analistas destacam que, com taxas elevadas, o custo de oportunidade para manter criptomoedas aumenta significativamente.
Geopolítica amplia aversão ao risco
As tensões no Oriente Médio também contribuíram para o movimento negativo.
Relatos envolvendo incidentes no Estreito de Ormuz elevaram as preocupações dos investidores e reforçaram a busca por ativos considerados mais defensivos.
Segundo análises do mercado, o bitcoin continua se comportando como um ativo de risco sensível à liquidez global, e não como um porto seguro em momentos de turbulência.