
- Americanas (AMER3): Acionistas afirmam ter sido enganados pela antiga diretoria
- PF avançou em investigação sobre fraude contábil estimada em R$ 54 bilhões
- Americanas diz que não foi alvo da operação e seguirá colaborando com as autoridades
Os principais acionistas da Americanas (AMER3) afirmaram ter sido surpreendidos pela nova fase da Operação Disclosure, deflagrada pela PF na quinta-feira (25), e atribuíram à antiga diretoria a responsabilidade pelas irregularidades contábeis investigadas.
Em nota divulgada por meio da LTS, empresa que administra os investimentos de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, os empresários afirmaram que foram continuamente enganados pelos antigos executivos da companhia.
Acionistas dizem que também foram vítimas
Segundo o comunicado, as investigações realizadas até agora indicam que tanto os acionistas de referência quanto o conselho de administração teriam sido induzidos a erro pela gestão anterior.
Os empresários afirmaram que não tiveram acesso à íntegra da decisão judicial que embasou a operação desta quinta-feira e disseram aguardar mais informações para eventual manifestação adicional.
A nota também reforça o compromisso de colaboração com as autoridades responsáveis pela investigação.
PF amplia investigação sobre fraude bilionária
A segunda fase da Operação Disclosure busca aprofundar as apurações sobre a fraude contábil estimada em R$ 54 bilhões, revelada pela Americanas em 2023.
Entre os alvos da operação estão o empresário Beto Sicupira, o ex-conselheiro Paulo Alberto Lemann, além de executivos ligados a instituições financeiras como Itaú, Bradesco e Santander.
A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados até o limite do prejuízo estimado.
Americanas diz que não foi alvo
A Americanas (AMER3) informou que não foi alvo dos mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal.
A companhia declarou que segue colaborando com as investigações e afirmou ser a principal interessada no esclarecimento definitivo dos fatos.
O caso continua sendo um dos maiores escândalos corporativos da história do mercado de capitais brasileiro.