
- Vale (VALE3): Santander vê mineradora entre as maiores beneficiadas pela queda da volatilidade do minério
- Banco afirma que estabilidade pode elevar o valuation mesmo sem alta da commodity
- Maior previsibilidade favorece geração de caixa, dividendos e percepção de risco da companhia
A Vale (VALE3) pode ser uma das principais beneficiadas por uma mudança silenciosa no mercado de minério de ferro. Segundo o Santander, a redução da volatilidade da commodity tem potencial para elevar o valor das mineradoras na bolsa mesmo sem uma alta expressiva dos preços.
Na avaliação do banco, investidores costumam atribuir múltiplos mais elevados às empresas quando existe maior previsibilidade sobre lucros, geração de caixa e pagamento de dividendos.
Menos volatilidade pode elevar valuation
O estudo mostra que as oscilações do minério de ferro têm mais influência sobre o valuation das mineradoras do que o próprio preço da commodity.
Historicamente, empresas do setor negociaram com múltiplos mais altos em períodos de estabilidade, quando o mercado consegue projetar resultados com maior confiança.
Segundo o Santander, a volatilidade do minério caiu de cerca de 50% entre 2021 e 2022 para aproximadamente 17% em 2025 e 2026.
Vale aparece entre as maiores beneficiadas
Por ter forte exposição ao minério de ferro, a Vale (VALE3) tende a capturar grande parte desse benefício.
Os analistas afirmam que um ambiente mais previsível reduz o prêmio de risco exigido pelos investidores e pode levar a uma reprecificação positiva das ações.
Nesse cenário, a companhia poderia destravar valor mesmo sem mudanças relevantes na cotação internacional da commodity.
Dividendos entram no radar
O Santander também destaca que ambientes mais estáveis permitem que mineradoras executem estratégias de capital com mais confiança.
Isso inclui programas de recompra de ações, investimentos de longo prazo e distribuições mais consistentes de dividendos.
Com menor incerteza, investidores passam a enxergar os pagamentos de proventos como mais sustentáveis, fator que costuma favorecer empresas como a Vale.
O banco manteve recomendação de compra para os ADRs da mineradora, com preço-alvo de US$ 15,50.