
- Ações cíclicas podem pagar até 16% em dividendos em 2026.
- VALE3, PETR4 e RECV3 lideram geração de caixa.
- Risco macro e volatilidade exigem cautela na alocação.
As ações ligadas a commodities seguem como destaque em dividendos, com projeções que chegam a até 16% de dividend yield em 2026. Mesmo com maior volatilidade, empresas como Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3; PETR4) continuam no radar dos investidores.
Além disso, o cenário atual combina dólar elevado, preços de commodities resilientes e geração de caixa robusta, o que sustenta a distribuição de proventos.
Petróleo e mineração lideram retornos
A Petrobras (PETR4) ainda pode entregar cerca de 10% de dividend yield, mesmo com maior capex e redução no payout.
Já a Vale (VALE3) deve se beneficiar do minério acima de US$ 100, com retorno próximo de 10%, apoiado pela forte geração de caixa.
Além disso, nomes como PetroRecôncavo (RECV3) aparecem com projeções entre 9% e 13%, impulsionadas pelo baixo custo de produção.
Outras ações surpreendem fora do padrão
Entre os destaques, a Allos (ALOS3) foge do padrão ao projetar até 12% de dividend yield, mesmo fora do setor de commodities.
No agronegócio, Kepler Weber (KEPL3) e empresas como SLC Agrícola (SLCE3) também aparecem como alternativas, embora com maior sensibilidade a custos.
Além disso, frigoríficos como Minerva (BEEF3) podem atingir até 16%, mas carregam maior risco operacional e de ciclo.
Risco segue no radar do investidor
Apesar dos retornos elevados, o cenário exige cautela. A volatilidade das commodities, o risco político e o ambiente macro podem impactar os resultados.
Além disso, especialistas recomendam priorizar empresas consolidadas e evitar concentração excessiva nesses ativos.
Assim, o investidor precisa equilibrar renda elevada com gestão de risco na carteira.