
- EQI recomenda participação no IPO da Compass (PASS)
- Preço-alvo indica potencial de valorização de até 57%
- Mercado livre de gás aparece como principal aposta de crescimento
A futura estreia da Compass (PASS) na Bolsa começou a movimentar investidores após a EQI Research recomendar participação no IPO da companhia controlada pela Cosan (CSAN3). O relatório aponta potencial de valorização entre 20% e 57%, dependendo do preço final da oferta.
Segundo a análise, a empresa reúne dois fatores que o mercado costuma premiar. De um lado, uma operação regulada e previsível com geração consistente de caixa. Do outro, exposição ao mercado livre de gás, considerado uma das principais apostas de crescimento do setor energético brasileiro.
Compass aposta em crescimento bilionário no gás
A Compass atua na distribuição de gás natural e também no segmento de comercialização via EDGE, braço voltado ao mercado livre. Atualmente, a companhia possui cerca de 28 mil quilômetros de gasodutos e atende aproximadamente 3,1 milhões de clientes.
Além disso, a empresa controla ativos considerados estratégicos, como o terminal de regaseificação no Porto de Santos. O ativo tem capacidade de até 14 milhões de metros cúbicos por dia, equivalente a cerca de um quarto do consumo nacional de gás natural.
O relatório destaca ainda que a abertura gradual do mercado de gás no Brasil criou uma janela relevante de expansão. Nesse cenário, a EDGE já aparece como o terceiro maior player do setor, atrás apenas da Petrobras e da Galp.
EQI vê valorização forte para ações da PASS
A EQI calcula um preço-alvo entre R$ 42 e R$ 44 por ação, enquanto a faixa indicativa do IPO varia entre R$ 28 e R$ 35. A recomendação oficial do relatório é de “participar” da oferta.
Segundo as projeções, a Compass deve continuar expandindo sua base regulada até 2049, com aumento de 71% na base de clientes e expansão de 13,2 mil quilômetros na rede de distribuição.
Ao mesmo tempo, a empresa também pode capturar crescimento acelerado no mercado off-grid de gás natural liquefeito. Esse segmento possui mercado potencial estimado em 168 milhões de metros cúbicos por dia, além de margens consideradas superiores às operações tradicionais.
Riscos seguem no radar dos investidores
Apesar do cenário positivo, o relatório alerta para riscos importantes. O principal deles envolve o aumento da alavancagem devido ao elevado plano de investimentos previsto para os próximos anos.
Além disso, mudanças regulatórias podem afetar diretamente a rentabilidade das concessões de gás natural. A EQI também destaca que a tese depende da capacidade da Compass manter eficiência operacional durante sua expansão.
Mesmo assim, a avaliação da casa considera que a combinação entre previsibilidade de receitas e potencial de crescimento transforma a PASS em uma das ofertas mais observadas do mercado brasileiro em 2026.