Preocupação

Vivara (VIVA3) despenca na Bolsa após lucro fraco e pressão nas margens assustar mercado

Ações da joalheria caíram mais de 5% após balanço do 1º trimestre frustrar investidores e elevar preocupações com despesas.

acoes vivara
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  • Vivara (VIVA3) caiu mais de 5% após balanço do 1º trimestre
  • Mercado reagiu negativamente à pressão nas margens e despesas
  • Receita e vendas nas mesmas lojas seguiram crescendo

As ações da Vivara (VIVA3) caíram mais de 5% nesta sexta-feira (9) depois que o mercado reagiu negativamente aos resultados do primeiro trimestre de 2026. Apesar do crescimento da receita, investidores demonstraram preocupação com a pressão nas margens e o avanço das despesas operacionais.

Antes da divulgação do balanço, os papéis encerraram o pregão anterior cotados a R$ 27,76. Já durante a manhã seguinte, as ações chegaram a recuar para R$ 26,35.

Margens pressionam reação negativa

A companhia registrou queda de cerca de 30% no lucro líquido consolidado na comparação anual. Além disso, o Ebitda ficou abaixo das projeções do mercado, principalmente devido ao aumento das despesas com vendas.

Segundo analistas da XP Investimentos, a principal preocupação dos investidores envolve a evolução da margem bruta e da alavancagem operacional da companhia.

Enquanto isso, a margem Ebitda recuou cerca de 260 pontos-base, movimento que reforçou a percepção de pressão operacional no trimestre.

Segmento Life e despesas entram no radar

Analistas do JP Morgan também destacaram fraqueza operacional, especialmente no segmento Life.

Além disso, o banco apontou impacto negativo do menor crédito tributário diferido relacionado ao fluxo entre fábrica e varejo da companhia.

Apesar da reação negativa do mercado, os bancos destacaram alguns pontos positivos no balanço da varejista.

Receita segue forte e estoques melhoram

A receita da companhia avançou 14% na comparação anual, sustentada por crescimento de preços e volumes na principal categoria de joias.

Ao mesmo tempo, as vendas nas mesmas lojas (SSS) cresceram 11%, enquanto a expansão da rede continuou impulsionando o faturamento.

Além disso, os estoques avançaram apenas 3%, movimento visto pelo mercado como sinal positivo na gestão de capital de giro.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.