Recuo nos ganhos

Petrobras (PETR4) lucra R$ 32,6 bilhões, mas queda nos combustíveis e câmbio pesam no balanço

Estatal viu lucro recuar no primeiro trimestre mesmo com avanço das exportações e forte geração operacional.

Foto: REUTERS/Sergio Moraes
Foto: REUTERS/Sergio Moraes
  • Petrobras (PETR4) lucrou R$ 32,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026.
  • Queda nos preços dos combustíveis e menor impacto cambial pressionaram o resultado.
  • Estatal aumentou investimentos em mais de 25% no período.

A Petrobras (PETR4) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 32,66 bilhões, resultado que representa queda de 7,2% na comparação anual.

Apesar do recuo nos ganhos, a estatal manteve receita praticamente estável. A companhia registrou R$ 123,68 bilhões em vendas, leve alta de 0,4% frente ao mesmo período do ano passado.

Câmbio perdeu força no trimestre

O balanço ainda foi impactado por efeitos não recorrentes positivos de R$ 13,43 bilhões. Porém, esse valor ficou abaixo do observado em 2025, principalmente por conta da redução dos ganhos cambiais.

Enquanto isso, o impacto positivo das variações monetárias e cambiais caiu mais de 22% na comparação anual. Com isso, parte relevante da pressão sobre o lucro veio justamente da menor contribuição financeira do câmbio.

Além disso, o Ebitda ajustado recuou 2,4%, para R$ 59,64 bilhões, refletindo também a queda nos preços médios dos derivados vendidos no mercado interno.

Diesel e gasolina pressionaram receita

A receita com derivados no Brasil caiu 7,3%, totalizando R$ 69,8 bilhões no trimestre.

Nesse cenário, a venda de diesel gerou R$ 35,4 bilhões, queda de 7,6%, enquanto a gasolina somou R$ 15,3 bilhões, retração de 11,3%.

Por outro lado, a operação internacional ajudou a compensar parte da pressão doméstica. A receita com vendas externas avançou 28,3%, chegando a R$ 41,1 bilhões.

Investimentos e dívida avançam

Ao mesmo tempo, a estatal acelerou investimentos no período. Os aportes somaram US$ 5,1 bilhões, alta de 25,6% na comparação anual.

A maior parte dos recursos foi destinada à exploração e produção, especialmente em projetos ligados ao desenvolvimento da produção.

Enquanto isso, o endividamento líquido atingiu US$ 62,09 bilhões, com leve aumento frente ao fim de 2025. Mesmo assim, a alavancagem permaneceu relativamente estável em 1,43 vez.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.