
- MRV&Co (MRVE3) reduziu prejuízo para R$ 77,7 milhões no primeiro trimestre.
- Operação brasileira voltou ao lucro e impulsionou melhora operacional.
- Divisão americana Resia ainda segue pressionando os resultados do grupo.
A MRV&Co (MRVE3) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com prejuízo líquido de R$ 77,7 milhões, reduzindo fortemente as perdas frente aos R$ 358,8 milhões negativos registrados um ano antes.
Apesar da melhora anual expressiva, o resultado ainda representa piora em relação ao lucro de R$ 41,4 milhões reportado no quarto trimestre de 2025.
Receita e vendas impulsionaram melhora
Segundo a companhia, o avanço operacional foi sustentado principalmente pelo crescimento de lançamentos e vendas no Brasil.
A receita líquida consolidada avançou 21,6% na comparação anual, alcançando R$ 2,78 bilhões. Além disso, a margem bruta subiu para 29,4%, com melhora de 0,7 ponto percentual em um ano.
Enquanto isso, a operação de incorporação com as marcas MRV e Sensia foi a única divisão lucrativa do grupo no trimestre, revertendo prejuízo e entregando ganho de R$ 44,6 milhões.
Resia ainda pesa no balanço
Por outro lado, a operação americana Resia continuou pressionando os resultados, mesmo com redução relevante das perdas.
A subsidiária dos Estados Unidos registrou prejuízo de R$ 94,8 milhões, embora tenha melhorado frente ao resultado negativo de quase R$ 280 milhões registrado no ano passado.
Além disso, as divisões Luggo e Urba também permaneceram no vermelho, ampliando parte da pressão sobre o resultado consolidado.

Mercado monitora geração de caixa
Ao mesmo tempo, a companhia segue avançando no plano de desinvestimento da Resia. No trimestre, a subsidiária vendeu ativos que totalizaram aproximadamente US$ 91,5 milhões.
Segundo a administração, cerca de 30% do plano de venda de US$ 800 milhões em ativos já foi concluído até março.
Enquanto isso, a companhia afirmou que abril apresentou melhora operacional importante, com aumento na produção e nos repasses de unidades, movimento que pode fortalecer geração de caixa nos próximos trimestres.