Mudanças no controle

Braskem (BRKM5) anuncia nova diretoria após entrada da IG4 e reforça nova fase de governança

Petrobras e IG4 passam a dividir o comando da companhia após mudança no controle da petroquímica.

Braskem2
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  • Braskem (BRKM5) aprovou nova diretoria após entrada da IG4 Capital no controle.
  • Helcio Tokeshi, sócio da IG4, assumirá o comando executivo da companhia.
  • Petrobras (PETR4) e IG4 passam a dividir a gestão e a governança da petroquímica.

A Braskem (BRKM5) iniciou uma nova etapa em sua estrutura de gestão após a conclusão da transferência da participação da Novonor para a IG4 Capital. Com a mudança no bloco de controle, a companhia aprovou uma nova diretoria executiva indicada conjuntamente pela gestora e pela Petrobras (PETR4).

A nova composição foi aprovada na segunda-feira (8) e marca o início de uma gestão compartilhada entre as duas sócias, que passam a dividir tanto o controle quanto as decisões estratégicas da petroquímica.

IG4 assume papel central na gestão

A nova diretoria contará com oito integrantes, sendo quatro indicados pela IG4 Capital e quatro pela Petrobras.

O comando executivo ficará sob responsabilidade de Helcio Tokeshi, sócio da IG4, que assume a liderança da companhia em um momento considerado decisivo para a reorganização financeira e operacional da Braskem.

Além disso, a estrutura busca equilibrar os interesses dos dois principais acionistas, fortalecendo a governança corporativa da empresa.

Petrobras mantém influência estratégica

No conselho de administração, a presidência permanece com Magda Chambriard, presidente da Petrobras (PETR4).

A manutenção da executiva no cargo reforça a influência da estatal nas decisões estratégicas da petroquímica, mesmo após a entrada da nova sócia controladora.

Ao mesmo tempo, o novo acordo de governança estabelece uma atuação conjunta entre Petrobras e IG4 na definição dos rumos da companhia.

Mercado acompanha próximos passos

A mudança ocorre em meio aos desafios enfrentados pela Braskem, que incluem questões de liquidez, elevado endividamento e discussões sobre alternativas para fortalecer sua estrutura financeira.

Por isso, investidores acompanham de perto as primeiras decisões da nova administração e os possíveis desdobramentos relacionados à estratégia de reestruturação da empresa.

A expectativa do mercado é que a nova composição acelere medidas voltadas à eficiência operacional, governança e recuperação financeira da petroquímica.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.