Reestruturação

Light (LIGT3) pode deixar recuperação judicial até outubro após captar R$ 1,24 bilhão

Companhia afirma que reestruturação está na reta final e prevê redução da dívida pela metade com conversão de créditos em ações.

light energia ligt3
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  • Light (LIGT3) prevê sair da recuperação judicial entre setembro e outubro
  • Companhia captou R$ 1,24 bilhão em aumento de capital
  • Dívida deve cair de R$ 11 bilhões para cerca de R$ 5 bilhões após reestruturação

A Light (LIGT3) está próxima de encerrar um dos processos de recuperação judicial mais relevantes do setor elétrico brasileiro. Segundo o presidente da companhia, Alexandre Nogueira, a distribuidora poderá deixar a recuperação judicial entre setembro e outubro de 2026, após concluir sua reestruturação financeira.

A empresa já captou R$ 1,24 bilhão em seu aumento de capital e considera a operação suficiente para cumprir uma das últimas exigências do plano aprovado pelos credores.

Capitalização abre caminho para saída da recuperação

A companhia pretendia levantar até R$ 1,5 bilhão, mas atingiu 82,66% da oferta, resultado considerado positivo pela administração.

Além disso, uma nova rodada para venda das ações remanescentes começou nesta terça-feira (24), podendo adicionar cerca de R$ 260 milhões à operação.

Segundo a Light, a homologação do aumento de capital deve ocorrer em julho. Logo depois, a empresa pretende solicitar oficialmente o encerramento da recuperação judicial.

Dívida cairá de R$ 11 bilhões para cerca de R$ 5 bilhões

Outro pilar da reestruturação prevê a conversão de aproximadamente R$ 2,2 bilhões em dívidas em ações da companhia.

Com isso, o passivo total deve cair de R$ 11 bilhões para algo entre R$ 5 bilhões e R$ 5,5 bilhões, reduzindo significativamente a alavancagem financeira.

Ao mesmo tempo, a conversão deve diluir os atuais acionistas de referência e ampliar o volume de ações em circulação na B3.

Empresa acelera investimentos e mira novo ciclo

Paralelamente à reestruturação financeira, a Light mantém um plano de investimentos de R$ 10 bilhões nos próximos cinco anos.

Somente em 2026, a companhia prevê investir R$ 1,7 bilhão em modernização, digitalização e reforço das redes de distribuição.

Além disso, a empresa se prepara para a implementação do novo contrato regulatório em 2027 e para a renovação de concessões importantes, movimentos vistos como fundamentais para sustentar uma nova fase de crescimento.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.