
- Itaú elevou sua projeção para o dólar nos próximos anos.
- Banco espera apenas mais um corte da Selic em 2026.
- Riscos fiscais e eleições entram no radar dos investidores.
A expectativa de um dólar mais comportado nos próximos anos começou a perder força. O Itaú revisou suas projeções para a economia brasileira e passou a enxergar uma moeda americana mais valorizada em 2027, em meio às incertezas fiscais e ao cenário político que se aproxima das eleições presidenciais.
Ao mesmo tempo, o banco também reduziu a aposta em cortes de juros. A instituição agora espera apenas mais uma redução da Selic até o fim deste ano, sinalizando que o Banco Central deve manter uma postura cautelosa diante dos riscos para a inflação.
Dólar mais alto no radar
A revisão do Itaú indica uma visão mais conservadora para o câmbio nos próximos anos. O banco avalia que as dúvidas sobre a trajetória das contas públicas e o ambiente político podem pressionar o real, limitando o espaço para uma valorização da moeda brasileira.
O movimento acontece após meses de alívio nas projeções para o dólar. Em diferentes momentos de 2026, o mercado chegou a reduzir suas estimativas para a moeda americana, mas o cenário voltou a ficar mais incerto.
Com isso, cresce a preocupação entre investidores sobre a possibilidade de o dólar voltar a se aproximar do patamar de R$ 6 nos próximos anos, especialmente se o debate fiscal ganhar força durante a corrida eleitoral.
Selic deve cair menos
Além do câmbio, o Itaú também revisou suas expectativas para os juros. A instituição passou a prever apenas mais um corte da Selic neste ano, refletindo um ambiente de inflação ainda desafiador.
A avaliação é que fatores externos e domésticos continuam exigindo cautela do Banco Central. Entre eles estão as incertezas globais, os preços de commodities e o comportamento das expectativas inflacionárias.
Na prática, juros mais altos por mais tempo tendem a impactar o crédito, o consumo e as decisões de investimento, além de influenciar diretamente o comportamento do câmbio.