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Americanas (AMER3): PF preparava nova ofensiva há 6 meses e mira sócios, conselheiros e banqueiros

Operação da Polícia Federal avançou após meses de investigação e elevou a pressão sobre envolvidos no escândalo contábil bilionário da varejista.

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  • Americanas (AMER3) viu a Polícia Federal avançar em uma operação que era preparada havia mais de seis meses.
  • PF mira acionistas, ex-conselheiros e executivos de bancos em nova etapa da investigação.
  • Momento da operação aumenta a pressão sobre o pedido de saída da recuperação judicial.

A Americanas (AMER3) voltou ao centro de uma das maiores crises corporativas do país após a Polícia Federal cumprir mandados contra acionistas, ex-conselheiros e executivos de grandes bancos. A nova fase da Operação Disclosure estava sendo preparada desde o fim de 2025.

Além disso, a ação ampliou o alcance das investigações e colocou sob os holofotes nomes ligados ao conselho de administração e a instituições financeiras que mantinham relação com a companhia durante o período da fraude.

PF amplia investigação sobre fraude bilionária

A Polícia Federal concluiu, em sua investigação principal, que uma fraude bilionária foi conduzida pela antiga diretoria da varejista. Com base nesse trabalho, o Ministério Público Federal denunciou 13 ex-executivos em março de 2025.

Entretanto, a PF decidiu aprofundar as apurações para verificar se acionistas, representantes do conselho e executivos de bancos tinham conhecimento do esquema contábil que permaneceu oculto por anos.

Por isso, agentes cumpriram dez mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo. Entre os alvos estão Carlos Alberto Sicupira, Paulo Lemann, Eduardo Saggioro e executivos ligados a Itaú, Santander e Bradesco.

Mensagens e e-mails entraram no radar

Os investigadores analisam trocas de mensagens e documentos que apontariam tentativas de ocultar operações de risco sacado das auditorias. Segundo os relatos reunidos pela PF, a companhia teria buscado apoio de bancos para evitar que determinadas informações aparecessem nos balanços.

Além disso, depoimentos e acordos de colaboração indicaram que informações consideradas relevantes eram compartilhadas com níveis superiores da estrutura de comando da empresa.

A Polícia Federal afirma que os investigados poderiam ter conhecimento das fraudes contábeis praticadas ao longo dos anos. Os envolvidos, porém, negam irregularidades e dizem colaborar com as autoridades.

Recuperação judicial ganha novo desafio

A nova operação ocorre justamente quando a Americanas tenta encerrar seu processo de recuperação judicial. A companhia protocolou o pedido em março e aguarda uma decisão da Justiça do Rio de Janeiro.

Embora o administrador judicial e o Ministério Público tenham apresentado pareceres favoráveis, especialistas avaliam que a nova fase da investigação pode aumentar a cautela do Judiciário antes de uma decisão definitiva.

Mesmo assim, a empresa sustenta que a operação não afeta sua recuperação operacional. No primeiro trimestre, a varejista registrou crescimento de 20% nas vendas líquidas e reduziu o prejuízo em 34%, reforçando sua estratégia de retomada.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.