
- Oi (OIBR3) assinou a venda da unidade Oi Serviços Telefônicos por R$ 60,1 milhões.
- Os recursos podem dar fôlego à companhia em meio ao risco de paralisação das atividades.
- A conclusão da operação ainda depende das aprovações do Cade e da Anatel.
A Oi (OIBR3) assinou contrato para vender a unidade produtiva isolada Oi Serviços Telefônicos à Método Telecomunicações e Comércio por R$ 60,1 milhões. A operação ocorre em um momento crítico para a companhia, que já alertou sobre o risco de paralisação de suas atividades.
A proposta da Método venceu o procedimento competitivo realizado em abril. Portanto, os recursos da transação podem representar um importante alívio financeiro para a Oi enquanto a empresa avança em seu processo de recuperação judicial.
Oi vende unidade de serviços telefônicos
A unidade negociada reúne diferentes atividades. Entre elas estão serviços de telefonia fixa, serviços de tridígito, infraestrutura de torres e manutenção de telefones de uso público.
Além disso, o negócio envolve a transferência da base de clientes, contratos de trabalho e contratos com fornecedores ligados à operação. Dessa forma, a transação abrange uma parcela relevante das atividades incluídas na unidade.
A Oi informou que assinou o contrato na última sexta-feira (10). Entretanto, a transferência definitiva dos ativos ainda depende do cumprimento das condições previstas no acordo.
Negócio ainda depende de Cade e Anatel
Entre as principais condições para concluir a venda estão as aprovações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Enquanto isso, a entrada dos recursos ganha importância diante da delicada situação financeira da companhia. A própria Oi já havia alertado para o risco de interrupção das atividades caso não consiga obter recursos suficientes para manter suas operações.
Assim, embora os R$ 60,1 milhões não resolvam os desafios estruturais da empresa, a venda pode dar algum fôlego à companhia. Agora, o mercado acompanha as aprovações regulatórias e os próximos passos da recuperação judicial.