Expectativas

Itaú (ITUB4) deve liderar, Bradesco (BBDC4) surpreender e Banco do Brasil (BBAS3) sofrer no 2T26

Temporada de balanços dos grandes bancos começa nesta semana, com analistas apontando cenários distintos para Santander, Bradesco, Itaú e Banco do Brasil.

Itaú (ITUB4) deve liderar, Bradesco (BBDC4) surpreender e Banco do Brasil (BBAS3) sofrer no 2T26
  • Itaú (ITUB4) deve manter a liderança em rentabilidade entre os grandes bancos.
  • Bradesco (BBDC4) aparece como o principal destaque positivo da temporada de balanços.
  • Banco do Brasil (BBAS3) e Santander (SANB11) devem divulgar resultados mais pressionados por provisões e crédito.

A temporada de resultados dos grandes bancos brasileiros do segundo trimestre de 2026 começa nesta semana e deve reforçar a diferença de desempenho entre as principais instituições financeiras do país.

Enquanto Itaú Unibanco (ITUB4) e Bradesco (BBDC3; BBDC4) aparecem como os destaques positivos, Santander Brasil (SANB11) e Banco do Brasil (BBAS3) devem enfrentar um trimestre mais desafiador, segundo projeções das principais casas de análise.

Itaú e Bradesco entram como favoritos

O Santander Brasil (SANB11) abre a temporada em 29 de julho. Analistas projetam queda no lucro, pressionada pelo aumento das provisões, menor crescimento da margem financeira e desafios na carteira de crédito.

Já o Bradesco (BBDC3; BBDC4) é visto como a principal surpresa positiva. XP e Itaú BBA projetam lucro próximo de R$ 7 bilhões, impulsionado pela expansão do crédito, melhora operacional e forte desempenho da área de seguros.

O Itaú Unibanco (ITUB4) segue como o banco mais consistente do setor. As estimativas apontam lucro de aproximadamente R$ 12,4 bilhões, com retorno sobre patrimônio acima de 24%, mantendo a instituição como a favorita de bancos como JPMorgan e Bank of America.

Banco do Brasil deve enfrentar trimestre mais difícil

Entre os grandes bancos, o cenário mais desafiador é reservado ao Banco do Brasil (BBAS3).

O Itaú BBA estima lucro líquido de apenas R$ 2,9 bilhões, queda de cerca de 25% na comparação anual, refletindo o aumento das provisões e a deterioração da carteira de crédito, principalmente no agronegócio.

Segundo analistas, a evolução da inadimplência e da qualidade dos ativos será o principal foco dos investidores durante a divulgação dos resultados, podendo influenciar o desempenho das ações do setor nas próximas semanas.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.